‘Permanece eternizado’: lideranças e pesquisadores de SC homenageiam Gelci Coelho, o Peninha

Guardião da cultura catarinense, Peninha morreu nesta quinta-feira (16); ele foi sepultado em São José

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Redação ND Florianópolis

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Lideranças políticas, estudiosos e referências culturais de Florianópolis e Santa Catarina lamentaram a morte do museólogo, escritor e artista visual Gelci José Coelho, o Peninha. Ele morreu na madrugada desta quinta-feira (16), aos 73 anos.

'Permanece eternizado': lideranças e pesquisadores de SC homenageiam Gelci Coelho, o PeninhaPeninha na época do lançamento do se livro “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso” – Foto: Flavio Tin/ND

Peninha tinha insuficiência respiratória e estava internado há mês no Hospital Unimed, em São José, tratando uma pneumonia. Ele foi velado na Igreja de Nossa Senhora Jesus dos Passos e será sepultado no Cemitério Municipal de São José.

A prefeitura de São Pedro de Alcântara, onde nasceu o assistente do mestre Franklin Cascaes, ressaltou nas redes sociais que o filho de José Elias Coelho e Alcides Silveira “deixará uma valiosa história de vida e muitas recordações de bons momentos”.

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O Marque/UFSC (Museu de Arqueologia e Etnologia Prof. Oswaldo Rodrigues Cabral), onde Peninha trabalhou a maior parte da sua vida, resgatou a trajetória do ex-diretor. “Foi um dos criadores do Núcleo de Estudos Museológicos, o NEMU, um dos principais esforços de interiorização e divulgação da museologia no estado”.

“Hoje nos despedimos de uma das maiores referências do Museu da UFSC. Foi, mesmo depois de sua aposentadoria em 2008, figura central, sempre à disposição da instituição para colaborar, dividindo seu talento e seu conhecimento”, acrescentou a instituição.

O governador Jorginho Mello (PL) também se manifestou sobre a morte do museólogo. “Ele foi um guardião da cultura do Litoral do nosso Estado”, ressaltou.

A presidente da Fundação Franklin Cascaes, Roseli Pereira, também homenageou Peninha: “o céu está em festa, será presenteado com sua alegria e com nossas histórias. Fica nosso compromisso em seguir seu legado. Descanse em paz meu amigo!”.

O deputado estadual Marquito (PSOL) ressaltou que “Peninha foi um lutador em defesa da nossa cultura, arte, história e folclore. Além disso, era um grande autor, que escreveu a famosa lenda do Baile das Bruxas em Itaguaçu. Quando um personagem tão importante se vai, ele não morre, permanece eternizado em suas belas obras”.

A FCC (Fundação Catarinense de Cultura) também lamentou a perda de Peninha. “Seu trabalho de pesquisa e atividade cultural destacam a herança açoriana, dos descendentes de nações africanas e indígenas que contribuíram para a formação da diversidade da cultura litorânea catarinense”, destacou o órgão.

“Em 2019 Peninha recebeu da FCC uma homenagem de Honra ao Mérito em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao Patrimônio Cultural de Santa Catarina, com destaque para o Patrimônio Imaterial, por meio das ações de difusão e salvaguarda, bem como por encorajar estudantes, pesquisadores, grupos, produtores culturais e artistas”, relembrou a FCC.

Eduardo Freccia (PSD), prefeito de Palhoça, onde o museólogo morava, prestou “condolências a todos os familiares por essa grande perda”.

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