‘Por mim, não teria carnaval’, diz Bolsonaro; SC confirma festa em 10 cidades

Em Santa Catarina ao menos 10 cidades com tradição na realização de eventos no período, já confirmaram que em 2022 a data não deve passar em branco. 

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo São Paulo

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Apesar de se contrapor a medidas sanitárias para conter o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (25) que, por ele, não haveria carnaval em 2022. “Por mim, não teria carnaval. Mas tem um detalhe, quem decide não sou eu. Segundo o STF, quem decide são os governadores e prefeitos”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia.

Carnaval em Salvador – Foto: Secom/Divulgação/NDCarnaval em Salvador – Foto: Secom/Divulgação/ND

A declaração do presidente mais uma vez distorce a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu autonomia a Estados e municípios para decidir sobre medidas de controle do coronavírus. A deliberação da Corte, contudo, nunca retirou poderes do governo federal para lidar com a pandemia.

Capitais brasileiras com tradição carnavalesca mantêm sob dúvidas a realização da festa em 2022 no momento em que a Europa já enfrenta uma quarta onda de covid-19. Entre as grandes cidades, só o Rio de Janeiro confirmou o carnaval no ano que vem.

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Em São Paulo, a decisão será tomada até o final do ano, de acordo com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, a partir do cenário epidemiológico e vacinal. O prefeito de Recife, João Campos (PSB), chegou a propor a criação de um comitê de prefeitos de capitais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. A capital mineira já anunciou que não vai patrocinar a festa, como de costume. Salvador ainda não confirmou o evento.

Já em Santa Catarina, ao menos 10 cidades com tradição na realização de eventos no período, já confirmaram que em 2022 a data não deve passar em branco.

Em Navegantes, o tradicional Navegay, um dos maiores blocos de sujos do país. — Foto: Divulgação/Prefeitura de NavegantesEm Navegantes, o tradicional Navegay, um dos maiores blocos de sujos do país. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Navegantes

Os bons índices de vacinação contra a Covid-19 aliados a protocolos sanitários menos rígidos faz com que a programação para o ano que vem comece a ganhar forma. O ND+ entrou em contato com municípios de diferentes regiões do Estado para saber como está o planejamento.

Ainda sobre pandemia, Bolsonaro também disse durante a entrevista que a vacina contra covid-19 perde validade depois de seis meses. “Quem está contaminado tem imunidade por muito mais tempo, isso está comprovado”, declarou, sem respaldo científico. A imunidade induzida pelas vacinas é duradoura e efetiva no contexto da pandemia, de acordo com especialistas. A proteção está sendo reforçada com uma terceira dose para todos os adultos por orientação do Ministério da Saúde.