Em um cenário de recuperação do setor cultural, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) lançou uma iniciativa inovadora para destacar e homenagear festivais de música que adotam boas práticas: O Selo de Reconhecimento. Durante uma visita realizada nesta quarta-feira (27), a entidade contou ao grupo ND os detalhes e a importância deste selo.
Virada Cultural é homenageada com Selo de Reconhecimento – Foto: CanvaImportância do Selo de Reconhecimento
De acordo com Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad, a ação visa beneficiar os compositores, muitas vezes esquecidos, e que dependem exclusivamente dos direitos autorais como fonte de renda: “Quando os shows são realizados, os músicos e o intérprete recebem o cachê na hora. O compositor não. Se ele não receber através da gestão coletiva do Ecad, ele não recebe nada”.
O primeiro festival público a receber o Selo de Reconhecimento foi a Virada Cultural, e em sequência o The Town. Festivais como o icônico Rock in Rio já remuneram os direitos autorais de execução pública de música há 38 anos, demonstrando um compromisso duradouro com os criadores musicais.
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Ecad visitou nesta quarta-feira (27) o grupo ND – Foto: Daiane Nora / NDDe acordo com Isabel Amorim, o objetivo do selo é sensibilizar as entidades públicas e privadas sobre a importância vital dos compositores na existência de eventos musicais. “O nosso objetivo é criar essa conscientização tanto nos governos, quanto nos produtores, que aquele evento só existe porque tem um compositor. Esse é o ‘ganha pão dele’. Ele também precisa fazer parte dos resultados”, destaca Amorim.
O Ecad também convidou marcas patrocinadoras para participarem desse movimento no Brasil. Isso porque empresas que patrocinam festivais de música e investem em ativação de marca nem sempre estão cientes de que organizadores de eventos musicais e festivais precisam pagar os direitos para seus compositores.
No primeiro semestre de 2023, o Ecad registrou um impressionante aumento de 22,5% na distribuição de direitos autorais em comparação ao ano anterior. R$ 624 milhões foram destinados a 231 mil compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos. Essa retomada está diretamente ligada ao retorno dos shows, festivais e eventos no Brasil.
O Ecad é uma instituição sem fins lucrativos que desempenha um papel vital como intermediário entre os criadores musicais e os espaços onde a música é executada. Desde grandes shows até estabelecimentos locais, o Ecad garante que os detentores dos direitos autorais recebam sua devida remuneração.