Sociedades de Tiro ao Alvo Esportivo são registradas como patrimônio imaterial em Joinville

Primeira sociedade foi fundada em Joinville em 1855; atividade esportiva utiliza apenas apenas pistolas de ar

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Redação ND Joinville

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As Sociedades de Tiro ao Alvo Esportivo de Joinville, no Norte catarinense, foram registradas como patrimônio imaterial municipal. O registro reconhece a importância histórica da atividade, que teve a primeira sociedade fundada na cidade em 1855.

Evento ocorreu na Galeria de Prefeitos – Foto: Prefeitura de Joinville/Divulgação/NDEvento ocorreu na Galeria de Prefeitos – Foto: Prefeitura de Joinville/Divulgação/ND

A cerimônia de entrega do registro ocorreu na prefeitura de Joinville, na última terça-feira (7), e contou com integrantes das sociedades de tiro ao alvo esportivo e seus familiares. Atualmente, o município conta com dez associações e uma agremiação, com cerca de 400 integrantes.

“São clubes que reúnem famílias, que mantêm as gerações em volta da prática do tiro esportivo. Então, reconhecer como um bem imaterial da cidade é fundamental para mantermos as nossas tradições e raízes”, diz o prefeito Adriano Silva.

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Além da atividade esportiva — que, em Joinville, utiliza apenas pistolas de ar —, as sociedades também promovem festas e premiações que contribuem para a manutenção das tradições culturais de comunidades de descendentes da região, como música e gastronomia. O registro como patrimônio imaterial ocorre na categoria “Lugares, Saberes e Celebrações”.

O reconhecimento como Patrimônio Imaterial vale para os espaços que sediam a prática esportiva e todas as tradições que envolvem essa atividade, e que estão inscritas na AJTA (Associação Joinvilense de Tiro ao Alvo).

“Esse registro é importante porque, com ele, podemos buscar formas para que essa tradição seja passada para as próximas gerações. Nosso objetivo é mostrar que o tiro ao alvo esportivo é uma atividade saudável, que não envolve violência, pelo contrário: o foco é a harmonia e a disciplina”, afirma o vice-presidente da AJTA, Hilário Vollmann.

O secretário de Cultura e Turismo de Joinville, Guilherme Gassenferth, ressalta que o processo de registro foi iniciado há, pelo menos, sete anos, e contou com muito estudo sobre a história das sociedades, além de consulta pública.

“Diferentemente do patrimônio material, só pode ser reconhecido como patrimônio imaterial, aquilo que é reconhecido pela comunidade. É preciso haver engajamento para demonstrar que aquilo faz sentido”, explica.

Após a cerimônia, os integrantes das sociedades realizaram um cortejo pelo Centro de Joinville. O cortejo foi concluído em frente ao Monumento aos Primeiros Imigrantes, do artista alemão Fritz Alt, como uma forma de homenagem aos antepassados que iniciaram a tradição das sociedades em Joinville.

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