‘Típica açoriana’: Dona Francisca morreu em Florianópolis após ser apelidada de ‘eterna’

Mesmo com enfisema pulmonar, Francisca venceu a Covid-19, o H1N1 e a Influenza; ela era rendeira, benzedeira e contadora de ratoeira

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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“Era tipicamente uma açoriana: desbocada e faladeira. Chamávamos ela de Dercy Gonçalves”, conta com carinho Sandra Mara sobre a mãe Francisca Edviges Marcelino. Conhecida como Dona Chica, a matriarca morreu nesta segunda-feira (12), em Florianópolis, em decorrência de problemas cardíacos.

Chiquinha no seu aniversário, em FlorianópolisChiquinha no aniversário de 82 anos – Foto: Arquivo Pessoal/ND

Chica partiu aos 82 anos. Antes disso, ainda neste ano, chegou a ser apelidada pelo médico pessoal como “eterna”. “Ela teve influenza, H1N1, Covid-19. Sempre achávamos que ela não ia voltar pra casa. Mas ela sempre voltava era uma guerreira!”, detalha a filha.

Chiquinha, outro apelido da mãe, lidava com um enfisema pulmonar. Ela começou a sentir as dores no domingo, e morreu no dia seguinte.

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A partida de Chiquinha deixa um vazio na cultura de Florianópolis: ela era rendeira, benzedeira, contadora de ratoeira – praticamente um patrimônio cultural da cidade. “Tirava onda de tudo e fazia piada tudo. Uma das poucas açorianas”, reforça a filha.

Francisca morou a vida toda no bairro Rio Tavares, no Sul da Ilha de Santa Catarina. A rendeira deixa três filhos: Sandra Mara, Júlio e Silvana. Ela foi velada na manhã desta terça-feira (13) no cemitério do Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina. O sepultamento ocorreu às 12h.

Em 2019, Francisco participou do clipe “Coisas de Deus”, da banda Dazaranha.

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