União da Ilha da Magia anima avenida com trajetória do Dazaranha e misticismo de Florianópolis

Em um setor a agremiação da Lagoa da Conceição brincou com formas geométricas, inspirada na música "O Cubo"

Redação ND Florianópolis

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Ao contrário do que informamos anteriormente, a escola União da Ilha da Magia não teve atrasos e fechou os portões aos 70min43seg, dentro do tempo regulamentar dos desfiles. A informação foi confirmada pela assessoria da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis) na tarde deste domingo (19).

A União da Ilha da Magia animou o Complexo Nego Quirido com as letras e as músicas da banda Dazaranha no desfile deste sábado (18). A trajetória do grupo, o misticismo da Ilha e a beleza natural de Florianópolis foram o grande destaque na apresentação.

Após um começo tranquilo, a escola do Leste da Ilha precisou acelerar o passo das últimas alas, mas conseguiu cruzar a avenida dentro do período determinado para encerrar o desfile.

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A escola da Lagoa da Conceição homenageou a banda Dazaranha, que foi destaque em uma das alegorias – Foto: Cristiano Estrela/NDA escola da Lagoa da Conceição homenageou a banda Dazaranha, que foi destaque em uma das alegorias – Foto: Cristiano Estrela/ND

Em busca de inspiração

A Gaivota Real, símbolo da escola, saiu em busca de inspiração e encontrou seres sobrenaturais que a guiam até o “Canto das Aranhas”, onde surgiu a banda manezinha, na comissão de frente.

Em um setor a agremiação da Lagoa da Conceição brincou com formas geométricas, inspirada na música “O Cubo”. Além disso, trouxe as inspirações que fizeram parte da banda ao longo dos 30 anos de formação.

A rainha e o rei da bateria homenagearam a cultura açoriana, que origina muitas palavras usadas pelos manezinhos e, consequentemente, pela banda catarinense.

Um dos destaques da apresentação, foi a caracterização da bateria. Os componentes estavam vestidos como o personagem ‘Darci’, de Moriel Costa, da banda Dazaranha. A fantasia ia desde o chapéu de palha até a camiseta “I love Tainha”.

Além do jeito “manezinho” dos moradores da Ilha, a escola de samba trouxe o teor ácido das letras da banda, que trazem críticas à especulação imobiliária e a luta pela preservação da natureza.