VÍDEO: O que está por trás do bate-boca com berrante que gerou curiosidade em Florianópolis

Situação cinematográfica aconteceu na noite de sexta-feira, na Trindade; instrumento 'surgiu' em meio ao rolê

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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A retomada dos rolês nos bairros universitários de Florianópolis propicia experiências com “e” maiúsculo. Na noite da última sexta-feira (22), por exemplo, uma briga foi acompanhada por toques de berrante na Trindade. Isso tudo nos arredores do asfalto da avenida, bem longe das fazendas, do gado, e do Pantanal.

Rapaz apareceu com instrumento incomum na Lauro Linhares – Vídeo: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

Quem presenciou o momento e até tocou o instrumento foi a aluna Maria Eugênia Reksua Rosa. Na ocasião, a estudante do penúltimo semestre de Cinema da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) celebrava o aniversário de um colega. A festa ocorria no bar Midnight, na avenida Lauro Linhares.

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Quando o estabelecimento fechava a cozinha, os mais de 20 convidados – na maioria alunos do curso – foram para o lado de fora. Ao chegar perto do meio-fio, o grupo percebeu duas mulheres brigando no posto de combustível que fica em frente ao Mid. Várias pessoas testemunhavam o desentendimento (o vídeo acima foi feito depois).

Alguns rapazes apartavam as moças, mas eles acabaram também se envolvendo na troca de xingamentos. Parece que o rolo começou porque alguém deu em cima de quem não deveria, e a situação acabou tomando outras proporções – nada confirmado. No entanto não teve violência física.

O desentendimento era o protagonista da ocasião, até que apareceu um outro estudante, este da Educação Física, portando o bendito berrante – instrumento feito de chifres de boi e que funciona como uma “buzina” pro gado. Ele estava na calçada que dava para o bar, do lado oposto da briga.

Berrante trilha sonora trindade florianópolisUm berrante “surgiu” na Trindade e virou trilha sonora de briga – Foto: Montagem/ND

Tocar o instrumento é difícil, exige que a pessoa vibre os dois lábios juntos e solte bastante ar, conta Reksua Rosa. É necessário fôlego. Ela, natural de Curitiba, sabia tocar o instrumento de forma amadora, habilidade apreendida com amigos que moravam na saída da Capital paranaense.

“É aleatório ter um berrante no rolê, é algo caipira. A única vez que vi um foi num racho”, conta, aos risos, Reksua Rosa. “Todo mundo queria tocar. E não faço ideia do porquê ele [o estudante da Educação Física] estava com um”. E de fato, todo mundo tocou o berrante.

O instrumento circulou, os alunos tocavam, a briga ocorria a todo vapor e o som grave do berrante dava o tom da tensão. Naquela noite, a Trindade estava cinematográfica. Com direito a diretores em formação e trilha sonora.

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