VÍDEOS: Sinos de igrejas tocam 200 vezes em Joinville em celebração à história dos luteranos

Os sinos que ecoaram pela cidade têm significado especial

Foto de Mariana Costa

Mariana Costa Joinville

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Os sinos de dez igrejas ecoaram por toda Joinville, no Norte do Estado, na noite desta sexta-feira (03). O som cadenciado celebrou os 200 anos da chegada das primeiras famílias luteranas em Nova Friburgo (RJ), em 3 de maio de 1824.

Sinos de igrejas tocam 200 vezes em Joinville em celebração à história dos luteranosSinos de igrejas tocam 200 vezes em Joinville em celebração à história dos luteranos – Foto: Isabella Motta/NDTV

De acordo com o pastor Cleo Martin, da segunda igreja mais antiga de Joinville, a Igreja da Paz, as 200 badaladas representam cada ano da história da comunidade luterana.

“Os sinos já tiveram muitas funções: eles chamavam as pessoas para a igreja, avisavam que alguém da comunidade tinha falecido. Aqui do lado, algumas empresas usavam o badalar dos sinos para iniciar e encerrar os expedientes”, conta o pastor.

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Atualmente, os sinos iniciam todos os cultos das comunidades. As igrejas que participaram da ação são a Paróquia da Paz, Estrada da Ilha, São Mateus, Cristo Redentor, Rio Bonito, Estrada do Oeste, São Marcos, Pirabeiraba, Cristo Bom Pastor e Martin Luther, além da de Garuva.

Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Joinville, uma das entidades que representa os luteranos, reúne 11 paróquias em 22 comunidades na cidade.

Em Joinville, onde os luteranos ajudaram a erguer instituições importantes como o Hospital Dona Helena, a Deutsche Schule (Colégio Bom Jesus) e o Ancionato Bethesda, vivem cerca de 25 mil seguidores desta crença.

A comunidade Martin Luther, no KM 11, também participou da ação – Vídeo: Reprodução/ND

Significado das 200 badaladas dos sinos

O primeiro ofício realizado pela então recém-criada comunidade luterana em Nova Friburgo foi o sepultamento do filho do pastor Friederich Sauerbronn, nascido em 17 de novembro de 1823, ainda no navio que fez a travessia entre a Europa e o Brasil

A mãe da criança morreu logo após o parto. O bebê também não resistiu e veio a falecer seis meses depois. Os sinos não puderam ser tocados para nenhum dos dois. Na crença luterana, sinos badalam para expressar solidariedade na dor, mas também convidam para o louvor e a gratidão.

Segundo o movimento, a ação desta sexta-feira foi justamente para lembrar daqueles que, na morte, não foram acolhidos pelo badalar dos sinos, e também agradecer a Deus por sustentar as comunidades luteranas ao longo destes dois séculos.

Paróquia São Marcos, na zona Oeste da cidade – Vídeo: Reprodução/ND

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