A tão esperada Noite de Abertura do Festival de Dança de Joinville já tem atração confirmada: em 2022, quem sobe ao palco na primeira noite do evento é o Balé Teatro Guaíra, de Curitiba, que apresenta o clássico do ballet “O Lago dos Cisnes”.
Balé do Teatro Guaíra sobe ao palco na Noite de Abertura – Foto: Maringas Maciel/DivulgaçãoA companhia é a terceira mais antiga do Brasil, fundada em 1969, e mais de 40 profissionais, entre artistas, staff e técnicos, trabalham na preparação para a Noite de Abertura, marcada para 19 de julho, às 19h, no palco do Centreventos Cau Hansen.
“É uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, motivo de muito orgulho, pois o evento tem uma dimensão e importância que é extraordinária. É uma oportunidade incrível de troca entre artistas da dança do país todo, e de outros países”, destaca Luiz Fernando Bongiovanni, Diretor do Balé Teatro Guaíra.
SeguirEle conta que o trabalho fecha uma trilogia de amor trágico que já desejava fazer há alguns anos, junto a “Romeu e Julieta” e “Carmen”. “É um trabalho impactante visualmente, envolvente e comovente. Se baseia na história clássica, conhecida de todos que trabalham com dança, mas com uma roupagem contemporânea, atual”, diz.
O Balé Teatro Guaíra já se apresentou na Noite de Abertura do evento em 1984, na segunda edição, quando subiu ao palco com “O Grande Circo Místico”. “Não é apenas o tamanho, mas a qualidade do evento, da organização, que torna o festival tão importante. Estamos muito felizes com a possibilidade de mostrar o ‘Lago’ na abertura”, fala Luiz Fernando.
Abertura da 39ª edição do festival terá o clássico O Lago dos Cisnes – Foto: Maringas Maciel/Divulgação“O Lago dos Cisnes” conta a história da princesa Odete, que é aprisionada no corpo de um cisne por um feiticeiro. Em certa noite, ela retoma sua verdadeira forma e o príncipe Siegfried se apaixona por ela e deseja romper o encantamento, escolhendo-a como esposa.
O problema é que o feiticeiro substitui Odete por sua própria filha, Odile, enganando o príncipe em um primeiro momento. Ao descobrir o engano, ele vai atrás do verdadeiro amor, que o perdoa, mas o casal morre afogado nas águas movimentadas pela ira do feiticeiro.
“Nossa perspectiva é mais sobre o processo de construção de independência e autonomia do que o da busca da perfeição. Recontamos a história a partir de um sujeito, o príncipe, que busca se desvencilhar de uma mãe controladora. É o momento em que um jovem começa a fazer suas próprias escolhas, mesmo que sejam diferentes dos caminhos idealizados por seus pais. E o fio condutor desse processo todo é o amor”, acrescenta o diretor da companhia.
A 39⁰ edição do Festival de Dança de Joinville ocorre de 19 a 30 de julho de 2022.