Ícones do Festival de Dança de Joinville são revitalizados e surpreendem

Artistas locais deram nova roupagem a obras no Centreventos Cau Hansen e muro no Saltare Centro de Dança

Redação ND Joinville

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O Festival de Dança de Joinville não para de surpreender e inovar. A partir de um olhar de integração entre as mais diversas artes, o Festival está promovendo uma ação cultural com artistas urbanos locais.

Sapatilha foi revitalizada pelo artista Bruno Bilbo. – Foto: Ana Paula Padilha/Divulgação NDSapatilha foi revitalizada pelo artista Bruno Bilbo. – Foto: Ana Paula Padilha/Divulgação ND

Obras ícones do evento, como a Sapatilha, O Encontro e um muro externo do Saltare Centro de Dança foram revitalizados pelos artistas Irmãos Feitosa, Bruno Bilbo e Fox Malinoski.

A primeira obra a ser finalizada foi o graffiti da Sapatilha, revitalizada pelo artista Bruno Bilbo que intitulou sua obra com o título “Gente”.

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Segundo o artista, a ideia foi transmitir que o Festival é feito de pessoas, e que todas essas pessoas juntas formam a sapatilha, ou seja, a dança.

“Participei várias vezes do “Encontro das Ruas” ─ evento de Hip Hop que acontecia durante o Festival de Dança ─ e é muito massa hoje estar fazendo parte disso. Que seja o primeiro ano de pintura da sapatilha e que ano que vem outro artista pinte até que isso se torne uma tradição no Festival”, reflete Bilbo.

Nesta semana, a dupla Irmãos Feitosa iniciou a grafitagem do monumento ‘O Encontro’, de Antonio Mir, em conjunto com um painel de três metros de altura por cinco metros de largura que fica logo atrás do monumento.

A dupla Irmãos Feitosa iniciou a grafitagem do monumento ‘O Encontro’. – Foto: Nilson Bastian/Divulgação NDA dupla Irmãos Feitosa iniciou a grafitagem do monumento ‘O Encontro’. – Foto: Nilson Bastian/Divulgação ND

A arte denominada “O Dente da Dança do Leão” vai mostrar bailarinas que surgem ao sopro de flores dente-de-leão – uma representação de como é a natureza da dança.

“A gente fica feliz de ver o graffiti e a arte urbana tomando conta do Festival e também por podermos contribuir com o nosso trabalho”, completa Eduardo Feitosa.

Fox Malinoski vai unir a natureza tropical com a dança e transmitir vida.- Foto: Nilson Bastian/Divulgação NDFox Malinoski vai unir a natureza tropical com a dança e transmitir vida.- Foto: Nilson Bastian/Divulgação ND

Já no Saltare, Fox Malinoski, artista há 15 anos, ficou responsável pelo muro externo do Centro de Dança, onde a sua principal ideia é unir a natureza tropical com a dança e transmitir vida.

“Eu acho importante perceber a relevância dessas duas vertentes da cultura estarem num só lugar. Ambos trazem vida: a dança também traz cores e a pintura traz os movimentos poéticos em uma sonoridade, digamos assim, visual”, reflete Fox.

É uma preocupação constante do Instituto Festival de Dança que se tenha espaço para diversos movimentos artísticos e manifestações culturais.

“Trazemos a linguagem do graffiti há muitos anos junto com Danças Urbanas porque acreditamos que é um movimento que conversa com o grande público. Tem muito a ver com o Festival de Dança e este ano, resolvemos dar continuidade, oferecendo grandes espaços para que esses artistas possam expressar seus trabalhos”, explica Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança.