No dicionário, gala remete à alegria, riqueza, ostentação. E na volta da Noite de Gala à programação do Festival de Dança de Joinville, no domingo (24), nada disso faltou no palco.
O espetáculo “ST Tragédias” reuniu as obras “Otelo, o Mouro de Veneza e “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, ao som de Tchaikovsky. Mas além da grandeza própria desses clássicos, a noite também foi muito esperada por outros motivos.
Isso porque a apresentação foi dirigida por Marcelo Misailidis e Ana Botafogo, que comemoram 30 anos de parceria artística. E porque no palco se apresentaram Mayara Magri e Matthew Ball, primeiros bailarinos da Royal Opera House, de Londres.
E se a expectativa era grande, os 18 bailarinos e toda a equipe envolvida não deixaram a desejar. Prova disso foi a recepção do público, que foi envolvido pelos clássicos que também abordaram temas como feminicídio e racismo.
“Foi muita emoção, um público maravilhoso, acho que não tem nenhum lugar sobrando. Muita emoção com esse espetáculo e esses lindos bailarinos”, disse Ana Botafogo.
Para Mayara Magri, que já foi eleita melhor bailarina do festival, o desejo era inspirar. “Eu estava um pouco nervosa antes de começar pelo tamanho da responsabilidade, mas quando senti a energia da plateia, calorosa, batendo palma, curtindo a história, foi tudo. Espero que eu tenha inspirado”, se emocionou.
Já para Matthew Ball, dançar no festival é uma experiência inesquecível. “É uma oportunidade muito especial, estou muito animado por dançar em um festival tão famoso”, contou.