Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Perdemos Cesar Dançarino, mas o céu ganhou um anjo

Ícone do Mercado Público, em Florianópolis, teve morte encefálica no auge da vida

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A notícia mais triste do mês foi a morte do querido Cesar Dançarino, uma das melhores pessoas que conheci – embora há pouco tempo – em Floripa. Aconteceu nesta quinta-feira (28).

Sua alegria, sua dança, sua simpatia incomodava aos brutos – Foto: Mau MauSua alegria, sua dança, sua simpatia incomodava aos brutos – Foto: Mau Mau

Nosso contato era quase diário, pelo telefone, principalmente depois que, estupidamente e de forma humilhante, ele foi proibido de fazer o que mais gostava, no lugar público que mais gostava: dançar no vão central do Mercado Público. Ele acreditava que era mesmo o John Travolta.

O convidei  para dançar no palco da Feijoada do Cacau no último dia 2, no P12. Ia comprar roupa nova para esse seu show. Não deu. Na semana da festa ele sofreu um AVC e não saiu mais do hospital até sofrer o segundo AVC e ser diagnosticado com morte encefálica.

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Um homem forte, saudável, carinhoso, inteligente, preocupado com a alimentação, com o corpo, que não bebia, dormia cedo e não abria mão de se exercitar na praia, sempre dançando.

E assim foi ficando conhecido, ao ponto de dar autógrafos e bater fotos com desconhecidos. Sua maior alegria era quando alguém pedia para ele dançar, para  filmá-lo ou fotografá-lo.  Perdemos um dançarino, mas o céu ganhou um anjo.

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