Presidente do Grammy é demitida do cargo após denunciar abusos

Deborah Dugan questionou integridade do processo de indicação ao prêmio Grammy e denunciou casos de abuso sexual dentro da organização

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Estadão Conteúdo São Paulo

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A Academia de Gravação demitiu Deborah Dugan, a presidente afastada que questionou a integridade do processo de indicação ao Grammy e denunciou casos de abuso sexual cometidos por integrantes da organização, que ela chamou de “clube de garotos que favorece homens poderosos”.

Academia tomou a decisão após duas investigações independentes e caras sobre Deborah Dugan e suas queixas – Foto: Reprodução/YouTubeAcademia tomou a decisão após duas investigações independentes e caras sobre Deborah Dugan e suas queixas – Foto: Reprodução/YouTube

A Academia afirmou na segunda-feira (2), que tomou a decisão de demitir Dugan após “duas investigações independentes exaustivas e caras” sobre ela e suas queixas, alegando que as revisões encontraram “deficiências gerenciais e falhas constantes”, embora não tenha fornecido detalhes.

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Licença

Dugan estava sob licença administrativa desde meados de janeiro, quando foi afastada na véspera da cerimônia do Grammy, acusada de má conduta e intimidação. Dessa forma, a Academia disse na segunda que esta era uma de várias reclamações que recebeu.

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Problemas e acusações

Dugan havia levantado vários problemas sobre a maneira pela qual a organização opera e acusou seus principais membros de tratá-la inadequadamente durante uma reunião, detalhada em uma queixa apresentada à Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego.

Dugan disse que a investigação não incluiu entrevistas com ela nem abordou suas queixas sobre conflitos de interesse e irregularidades no processo de votação. Ela disse ainda que continuará trabalhando para responsabilizar os responsáveis por manchar o processo de votação do Grammy.

“Embora eu esteja decepcionada com este novo evento, não estou surpresa, dado o padrão da Academia de lidar com denúncias”, disse ela em uma declaração. “Então, em vez de tentar reformar a instituição corrupta por dentro, continuarei trabalhando para responsabilizar quem continua trabalhando em benefício próprio, manchando o processo de votação do Grammy e discriminando mulheres e negros”. (Com agências internacionais)

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