Não apenas nas tomadas de decisões financeiras, como também em qualquer outra área da vida, somos fortemente influenciados por fatores psicológicos do nosso corpo, capazes de guiar o nosso comportamento financeiro.
Somos fortemente influenciados por fatores psicológicos do nosso corpo, capazes de guiar o nosso comportamento financeiro – Foto: iStockA fim de adquirir mais consciência e controle sobre esses sentimentos, é preciso entender a conexão entre eles e as escolhas realizadas, para que os hábitos da vida financeira se tornem mais saudáveis.
A seguir, quatro fatores que influenciam as nossas escolhas com o dinheiro no dia a dia.
1. A influência das emoções nas finanças pessoais
A maioria dos hábitos financeiros – para não dizer todos – têm raízes emocionais. O que isso quer dizer? Por exemplo, compras compulsivas, aquelas que não pensamos duas vezes antes de adquirir o produto. Elas podem ser explicadas pelo prazer imediato que estamos buscando naquele momento.
Essa satisfação momentânea pode estar relacionada com a forma de lidar com alguns sentimentos, como a tristeza ou o estresse. Além dessa influência, a emoção também pode impedir o investimento, que vai ser travado pelo medo.
2. Crenças limitantes
Todos os nossos valores são formados na infância, isso porque são concebidos pela influência dos nossos pais, educadores e também da sociedade. Por isso, costumamos seguir os exemplos financeiros que nos são ensinados.
No entanto, esses princípios, por serem formados tão cedo, acabam nos limitando de vivenciar outra experiência com o dinheiro, além da que já temos como base. Tal crença, caso não seja desconstruída ao longo do tempo, pode criar barreiras mentais que nos impeçam de alcançar objetivos financeiros.
3. Viés cognitivo
Podemos considerar como viés cognitivo, as distorções que o cérebro pode ter ao perceber e interpretar algumas informações. No caso do comportamento financeiro, esse viés pode ser o da confirmação, onde damos mais peso às confirmações que já estão pré-formadas em nosso cérebro.
Esse cenário pode resultar em decisões com o dinheiro mal informadas ou pensadas.
4. A busca pelo status
Com bens materiais ofertados a todo instante, é normal e compreensível que isso nos leve a gastar mais do que podemos, a fim de manter uma imagem ou um estilo de vida.
Quando compreendida a tendência da busca pelo status que todos nós temos, conseguiremos, finalmente, desconstruir a pressão social perante nós e levar uma vida financeira baseada no que de fato precisamos.
Como desenvolver hábitos financeiros saudáveis?
Para iniciar o processo da relação saudável com o dinheiro, é necessário entender e refletir a sua atual vida financeira, a fim de compreender os gatilhos emocionais e comportamentais. Preparamos algumas dicas que podem te ajudar:
- Autoconhecimento: dedique um tempo para refletir sobre as suas atuais finanças, incluindo as atitudes financeiras que tem tomado. Dessa forma, é possível identificar algum padrão que esteja sendo negativo.
- Educação financeira: para diminuir a frequência de decisões mal tomadas com o dinheiro, é preciso ter conhecimento sobre as diversas formas de lidar com ele nas mais variadas e inusitadas situações da vida.
- Metas claras: tente desenvolver metas concisas e realistas com a sua realidade, elas irão te dar forças para manter o foco até conseguir o que almeja.
- Diálogo aberto: conversar com familiares, amigos ou profissionais da área podem te ajudar a identificar no processo de combater padrões negativos.
Em conclusão, o dinheiro é intensamente ligado à psicologia. Quando considerados os papéis que as emoções têm sobre nós, poderemos finalmente trabalhar para construir e cultivar uma mentalidade financeira que não nos tenha como reféns, e sim como operadores do próprio dinheiro.