Os meses de abril e maio deste ano foram positivos para micro e pequenas indústrias do Sul do Brasil, revela a primeira pesquisa Indicador Nacional da Micro e Pequena Indústria, realizada pelo Datafolha a pedido do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo).
A coleta de dados ocorreu entre os dias 9 e 30 de maio de 2022. Entre as cinco regiões do país, o Sul se destaca por 64% dos dirigentes entrevistados considerarem a situação de sua empresa ótima ou boa.
64% das micro e pequenas indústrias do Sul do país consideram cenário positivo, aponta pesquisa- Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/NDMais positivo ainda é o nível de funcionamento das micro e pequenas indústrias (MPI’s) do Sul. Entre os entrevistados, 70% afirmam que suas empresas estão funcionando normalmente.
SeguirNo Centro-Oeste/Norte esse número é de 59%, no Nordeste 55% e no Sudeste 54% dos empresários afirmam que suas empresas têm situação de produção e prestação de serviço regulares.
Pesquisa – Foto: Divulgação/Simpi/NDSaldo positivo também no faturamento
O otimismo se mantém na avaliação do faturamento no mês anterior a coleta dos dados para a pesquisa. Para 53% dos dirigentes do Sul, o faturamento no mês anterior foi ótimo/bom, apenas 15% dos empresários avaliam como ruim/ péssimo.
No Sudeste a avaliação do faturamento no mês anterior foi positiva para 36% dos entrevistados e 24% avalia como ruim/ péssimo, sendo a região com a maior insatisfação com o faturamento em comparação com as demais regiões (Nordeste 23%, Centro-Oeste 17% e Sul 15%).
Capital de giro no limite
Contudo, ao analisar a situação financeira das MPI’s, o otimismo do Sul sede lugar a realidade na prática. No quesito capital de giro, a região ficou no limite com 45% dos entrevistados indicando que os recursos foram exatamente o que precisavam.
Na mesma questão apenas 16% dos empresários do Sul apontaram que o capital de giro foi mais do que suficiente, enquanto 39% afirmaram que o valor não foi suficiente.
Pesquisa – Foto: Divulgação/Simpi/NDCheque Especial como recurso
O aperto no caixa das MPI’s levou muitos empresários a buscar no Cheque Especial o recurso para seus negócios. O levantamento indica que 12% acessaram o Cheque Especial para ter capital de giro. Não apenas no Sul, mas também no Sudeste (12%) e nas demais regiões (Nordeste 10%, Centro-Oeste/Norte 7%).
Com juros estratosféricos recorrer ao Cheque Especial é desvantajoso e um caminho certo para se endividar.
Joseph Couri, presidente do Simpi, afirma que o Cheque Especial é uma péssima opção para dispor de capital de giro devido a elevada taxa de juros. “Em linhas gerais, fuja do Cheque Especial. A taxa de juros é impagável e pode levar a empresa à falência. ”
“Sempre lembram do investimento na hora de abrir uma empresa, mas de fato é o capital de giro o fundamental no dia a dia de uma empresa. Todo cuidado é essencial, porque vender e ter lucro, não é sinônimo de estabilidade financeira” conclui Couri.