A indústria catarinense se destaca no país e a economia cresce a cada ano – Foto: José Somensi Fotografia/NDDestaque em diversos setores, a economia catarinense cresce a cada ano que passa. No primeiro semestre de 2021, a produção industrial teve alta de 26,7%, uma evolução significativa comparada ao mesmo período do ano passado, quando a pandemia afetou fortemente a atividade de todos os setores econômicos. O crescimento da indústria no primeiro semestre em Santa Catarina foi muito maior do que a média nacional, que fechou o período em 13,1%.
O impacto das indústrias na economia catarinense fica evidenciado pelo crescimento ininterrupto da produção, arrecadação e geração de empregos no Estado. De acordo com dados do Ministério da Economia, a indústria gerou 49 mil empregos nos primeiros cinco meses de 2021.
Os números provam que a indústria é fundamental para aquecer a economia e gerar empregos e para que isso seja possível, o Estado precisa oportunizar a estrutura necessária para que as grandes indústrias mantenham a produção aqui e possam escoar sua produção. Para isso, as rodovias são fundamentais e a principal rodovia catarinense é fator fundamental nessa equação.
A principal rodovia catarinense é fator fundamental para aquecer a economia – Foto: José Somensi Fotografia/NDAlgumas das principais indústrias catarinenses se instalaram às margens ou no entorno da BR-101. Manter as operações nas proximidades da rodovia é primordial para a logística de transporte da produção e, não à toa, as indústrias que mais se destacam nacionalmente e internacionalmente estão próximas à BR-101.
Nomes como WEG, BMW, Tupy, Tigre, Schulz, Whirpool, Gomes da Costa, Portobello, Intelbras, Arcelor Mital, Amanco, Grupo Malwee, Duas Rodas, Anjo, Embraco, entre tantas outras. O que elas têm em comum? Todas estão sediadas no entorno da BR-101 e há um motivo para isso: a facilidade de transporte e a logística para acessar outras regiões do país e, ainda, os portos para exportação.
As empresas do entorno da BR-101 têm papel fundamental na produção nacional. Elas ocupam a ponta do ranking com o polo de pescados, o segundo maior polo têxtil e de vestuário e também de móveis, especialmente os de madeira. Já os polos da indústria naval, plástica e de máquinas e equipamentos são os terceiros do país, além do quarto em metalurgia e cerâmica e o quinto na construção civil.
Quando o assunto é exportação, Santa Catarina lidera ainda mais. As exportações de compressores para refrigeração é a maior do país e representa 71% de toda a produção que sai do Brasil para o exterior. A exportação de móveis catarinenses também lidera, representando 38% de todas as exportações brasileiras do setor. A produção cerâmica que é exportada por Santa Catarina representa 31% de tudo que é fabricado no Brasil e deixa o país. Já a produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos representa a segunda maior exportação do segmento no país, com 17% de toda a produção do Brasil que deixa o país rumo ao exterior.
BR-101 é peça chavena movimentação da produção catarinense – Foto: José Somensi Fotografia/NDEixo estratégico, a BR-101 liga as grandes indústrias catarinenses às demais regiões brasileiras e escoa a produção para os portos. Santa Catarina tem um dos mais importantes complexos portuários da América do Sul e, em 2019, essa estrutura logística colocou o Estado como o responsável por aproximadamente 19% de toda a movimentação de contêineres na navegação de longo curso do país, além de mais de 12% da movimentação via cabotagem.
Essa pujança industrial tem forte relação com a estrutura logística do estado, onde a BR-101 é peça-chave. Conseguem imaginar a produção catarinense sendo transportada, escoada para os portos e para todas as regiões do país sem uma rodovia do tamanho e da importância da BR-101?
O traçado estratégico da BR-101 é fundamental para a movimentação da produção catarinense e isso afeta diretamente a arrecadação, o ritmo da economia e a geração de empregos, tornando esta uma cadeia fundamental para o crescimento de Santa Catarina. Sem a BR-101 estruturada de acordo com o crescimento, a produção para, o Estado para. E é isso que a FIESC e o Grupo ND querem evitar lançando a campanha “BR-101 do futuro, SC não pode parar”.