Se o problema de falta de mão-de-obra no setor tecnológico já era grande antes da pandemia da Covid-19, agora ele ficou ainda pior. Está “ainda mais agudo”, afirma o empresário Iomani Engelmann, presidente da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia) reconduzido para mais um mandato.
Iomani Engelmann, presidente da Acate – Foto: Divulgação/NDIomani diz que outros setores acabaram absorvendo profissionais da área diante das novas estratégias que precisaram ser implementadas por conta dos reflexos das restrições econômicas definidas no início da crise sanitária.
Foi o caso, por exemplo, de grandes grupos de varejo e, também, dos próprios governos – que passaram a planejar outra forma de entregar os serviços e tiveram que procurar especialistas do ramo tecnológico.
SeguirPor outro lado, o presidente da Acate considera positivo o reforço do trabalho remoto provocado pela pandemia em alguns segmentos e organizações, que perceberam, ao mesmo tempo, melhoria de qualidade de vida para as equipes e redução de custos corporativos. Isso tudo sem prejuízo da competitividade.
“Setores que estavam muito atrasados em tecnologia melhoraram muito”, lembra Iomani, que também destaca avanços em marcos regulatórios nos últimos dois anos e meio, como em relação à certificação digital, e na telemedicina.