Abertura de fronteira com a Argentina gera expectativa para economia catarinense

Segundo Facisc, decisão do governo vizinho é "marco importante" para a retomada pós-pandemia da Covid-19

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A abertura da fronteira entre o Brasil e a Argentina, nesta sexta-feira (1º) é “marco importante para a retomada da economia”, do turismo e da competitividade catarinense, segundo a Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), que reúne mais 35 mil empresas e 148 associações empresariais.

Aduana de turistas de Dionísio Cerqueira e Bernardo do Irigoyen, que está fechada para a passagem de pessoas – Foto: Luiz Carlos Gnoatto/Divulgação/NDAduana de turistas de Dionísio Cerqueira e Bernardo do Irigoyen, que está fechada para a passagem de pessoas – Foto: Luiz Carlos Gnoatto/Divulgação/ND

“A abertura fará com que a economia volte a girar”, comemora o diretor de comércio exterior Volmir Marcos Voltolini, que destaca ainda o impacto positivo para o setor turístico, um dos mais afetados desde o início da pandemia da Covid-19.

Voltolini, que é de Dionísio Cerqueira, também ressalta a questão social.  “Famílias inteiras ficaram afastadas porque as fronteiras estavam fechadas. Será um momento de reencontro”, diz.

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A abertura da fronteira também traz de volta, de acordo com ele, o turismo de compras, dentro da cota permitida – com desestímulo ao contrabando que cresceu muito neste período de fronteiras fechadas. “Muitos buscaram essa linha para levar produtos para dentro do país de forma ilegal”, lembra.

O anúncio de abertura de fronteiras foi feito pelo governo argentino nesta terça-feira (21). A ministra da Saúde, Carla Vizotti, também informou que o país deixará de exigir o uso de máscaras em espaços abertos sem aglomeração de pessoas e outras medidas de flexibilização de regras sanitárias. As medidas foram tomadas em função do avanço da vacinação e da queda na média de contágios diários.