Agosto registra queda no IPCA-15 puxado pelo preço dos combustíveis; veja o cenário em SC

Enquanto o grupo de transporte puxa a queda, alimentos e bebidas registraram inflação no período entre o dia 15 do último mês e 15 de agosto

Marcos Jordão Florianópolis

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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), a prévia da inflação oficial, registrou queda de preços de 0,73% em agosto. Dessa forma, a taxa se torna a menor da série história, que iniciou em 1991, segundo o IBGE (Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística).

Gasolina – Foto: Leo Munhoz/NDGasolina – Foto: Leo Munhoz/ND

De acordo com a Agência Brasil, o IPCA-15 registrou taxas de inflação de 0,13% em julho de 2022 e de 0,89% em agosto do ano passado. Com o resultado deste mês, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 5,02% no ano e de 9,6% em 12 meses

A queda de preços observada na prévia de agosto foi puxada principalmente pelos transportes, que registraram deflação de que 5,24%. O comportamento deste grupo de despesas foi influenciado pelo recuo dos preços dos combustíveis (-15,33%).

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Entre os combustíveis, foram observadas quedas de 16,80% na gasolina, de 10,78% no etanol, de 5,40% no gás veicular e de 0,56% no óleo diesel.

Outros grupos de despesa com deflação foram habitação (-0,37%), com destaque para o recuo nos preços da energia elétrica residencial (-3,29%); e comunicação (-0,30%).

Veja a variação por grupos em agosto

Por outro lado, os alimentos apresentaram a maior alta de preços do IPCA-15 no período (1,12%), taxa semelhante à observada no mês anterior (1,16%), devido a produtos como o leite longa vida (14,21%), frutas (2,99%), queijo (4,18%) e frango em pedaços (3,08%).

Também tiveram inflação os grupos de despesa saúde e cuidados pessoais (0,81%), despesas pessoais (0,81%), vestuário (0,76%), educação (0,61%) e artigos de residência (0,08%).

Cenário em SC

A economista da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) explica que a diferença entre o IPCA-15 e o IPCA é o período de coleta e os locais. A atual pesquisa leva em conta o dia 16 do mês anterior e 15 do atual.

Além disso, abrange famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos residentes em 11 áreas urbanas das regiões do SNIPC (Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor): metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Como observado, Santa Catarina não conta com um “representante” no indicador. Ainda de acordo com a economista que faz parte do ICV (Índice de Custo de Vida) de Florianópolis, a tendência é que a capital catarinense também apresentará queda na inflação. No entanto, o cenário ainda não é concreto pois ainda resta uma semana para agosto.

Ainda de acordo com o levantamento realizado pela Udesc, o mês de julho já apresentou deflação por conta da queda do preço dos produtos ligados aos transportes, que consomem, em média, 22% do orçamento das famílias, sendo o maior impacto entre os grupos pesquisados e apresentou queda de 5,44%.

A queda nos preços da gasolina, por exemplo, começou após o governo federal sancionar, por meio de Medida Provisória, a redução dos impostos federais – PIS/Pasep, Confins e Cide – sobre a operação para zero. Vale ressaltar que a medida tem validade até 31 de dezembro de 2022.

Além disso, o governo estadual também aprovou uma Medida Provisória que coloca o combustível na “lista” de serviços considerados essenciais e indispensáveis, ou seja, com teto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em até 17%.

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