Águas de Joinville recua e suspende gratificação que poderia chegar a R$ 200 mil para diretoria

Medida aprovada pelo Conselho de Administração e pela prefeitura de Joinville foi divulgada com exclusividade pelo portal ND+

Juliane Guerreiro Joinville

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O Conselho de Administração da Companhia Águas de Joinville, no Norte de Santa Catarina, decidiu cancelar a criação da gratificação aos diretores da empresa que, conforme informou o portal ND+ com exclusividade, poderia chegar a até R$ 200 mil.

Conselho decidiu cancelar criação de gratificação à diretoria da Águas de Joinville – Foto: Águas de Joinville/Divulgação/NDConselho decidiu cancelar criação de gratificação à diretoria da Águas de Joinville – Foto: Águas de Joinville/Divulgação/ND

A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (2), durante uma reunião extraordinária do conselho. “Nós ouvimos a comunidade e a equipe de funcionários e entendemos que esta é a melhor decisão neste momento”, disse Marcelo Hack, presidente do conselho.

A gratificação havia sido aprovada em reunião do Conselho de Administração em março deste ano e, posteriormente, também pela prefeitura de Joinville, única acionista da empresa.

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Na prática, o bônus estava ligado ao PPR (Programa de Participação de Resultados) da companhia que, como em outras empresas, oferece valor que depende dos resultados alcançados e do salário de cada funcionário.

Caso a meta seja atingida em 100%, todos os funcionários recebem um salário integral. Já se for ultrapassada e atingir o primeiro nível de elevação, os profissionais ganham 1,5 salário. Se os resultados alcançarem um segundo nível de elevação, cada funcionário recebe dois salários.

No caso dos diretores, porém, existia a polêmica gratificação extra, que concedia o valor do PPR (que pode chegar a dois salários) somado a mais um bônus de duas vezes o PPR.

Na prática, isso significava que, se os resultados atingissem o segundo nível de elevação, concedendo dois salários aos funcionários, os diretores poderiam receber dois salários mais uma gratificação de duas vezes esse valor.

Com os salários atualizados neste mês, o diretor-presidente, que agora recebe R$ 33.397,54, pode receber até R$ 66.795,08 no PPR. Com a gratificação, a soma passaria de R$ 200 mil.

Já no caso dos dois diretores, que recebem salário de R$ 25.113,75, o PPR pode chegar a R$ 50.227,50, valor que, somado à gratificação, poderia chegar a mais de R$ 150 mil.

Aprovação gerou polêmica e chegou à Câmara

Após a publicação da reportagem do ND+ sobre a aprovação da gratificação, o tema chegou à Câmara de Vereadores, que aprovou um requerimento convidando o diretor-presidente da companhia, Giancarlo Schneider, e os integrantes do Conselho de Administração para apresentar explicações sobre a medida.

Em sessão da Câmara, os vereadores questionaram a decisão, destacando que os recursos poderiam ser direcionados a serviços prestados pela empresa. Embora a gratificação tenha sido cancelada, a presença da diretoria e dos integrantes do Conselho de Administração na Câmara, marcada para a próxima segunda-feira (6), está mantida.

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