O aluguel da nova sede comercial da Companhia Águas de Joinville custa R$ 116 mil mensalmente para os cofres públicos. O valor total do contrato, que tem duração de 10 anos, é de R$ 6,2 milhões. A prefeitura da cidade do Norte Catarinense justifica o valor pelo modelo de locação, que contempla a locação do prédio, toda a customização, mobiliário e equipamentos.
Segundo prefeitura, foi escolhido o imóvel localizado na rua Tijucas pela sua localização estratégica – Foto: Adriano Mendes/NDTVO novo imóvel, que funciona desde março na rua Tijucas, no centro da cidade, teve o contrato firmado com a empresa Maxi Consultoria Empresarial. Por se tratar de um contrato no modelo ‘built to suit’, cerca de 45% do valor total será pago já nos primeiros 24 meses da locação.
Segundo a gestão do município, este modelo de contratação foi adotado pois admite que a empresa obtenha um imóvel customizado e adaptado à sua necessidade.
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A gestão municipal reforçou que, após realização do estudo de mercado, foi escolhido o imóvel localizado na rua Tijucas pela sua localização estratégica e pelo menor valor frente aos disponíveis no mercado.
Críticas
O vereador Wilian Tonezi (Patriota) questionou o valor do contrato e chegou a falar sobre uma possível instalação de uma CPI. “Será que Joinville não tem um imóvel, que é do município, que possa ser utilizado esse recurso para reformá-lo? E a Companhia Águas de Joinville utilizá-lo para prestar o atendimento?”, disse o vereador.
“Vamos avaliar isso com calma, com critério, diante da gravidade dos fatos, cabe sim uma CPI da Companhia Águas de Joinville, vamos estar consultando para verificar atentamente esses fatos”, completou o vereador no plenário da Câmara nesta segunda-feira (22).
A nova unidade de atendimento da companhia funciona desde o começo de março deste ano na rua Tijucas, próximo ao Museu do Sambaqui e a 900 metros do Terminal Central.