Apesar da queda pelo 4º mês seguido, Florianópolis tem a 3ª cesta básica mais cara do país

Porto Alegre e São Paulo lideram ranking das capitais brasileiras com as cestas básicas mais caras, mostram dados do Dieese; leite e batata puxam queda do valor

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Redação ND Florianópolis

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O preço da cesta básica de alimentos reduziu no mês de agosto em Florianópolis. É a quarta queda consecutiva: o valor do conjunto de alimentos embaratece desde maio de 2023, mostram dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Custando R$ 743,94, Florianópolis tem a terceira cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras. A cidade de Porto Alegre foi onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo, R$ 760,59, seguida de São Paulo, R$ 748,47.

cesta básica em Florianópolis está mais barataPão francês encareceu, mas batata e leite “puxaram” valores da cesta básica pra baixo – Foto: Arquivo/Prefeitura de Itajaí/Reprodução/ND

O que encareceu a cesta básica em Florianópolis?

A análise do Dieese mostra que o preço do leite integral e da batata teve queda em todas as 17 capitais pesquisadas. Já o do feijão carioquinha caiu em todos os locais onde é pesquisado – Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Belo Horizonte e São Paulo.

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Também registrou queda o valor do feijão tipo preto. O preço diminuiu em três das cinco capitais onde é pesquisado; e o da carne bovina de primeira e do tomate caíram em 14 das 17 capitais pesquisadas.

O preço do pão francês encareceu: apresentou elevação em 11 das 17 cidades pesquisadas, assim como o do arroz agulhinha, que aumentou em 12 das 17 capitais pesquisadas.

Cesta básica no Brasil

O preço caiu em 16 capitais no mês de agosto, em comparação a julho. As maiores quedas ocorreram em Natal (5,2%), Salvador (3,3%), Fortaleza (2,8%), João Pessoa (2,7%) e São Paulo (2,7%). A única elevação ocorreu em Brasília, de 0,3%.

Conforme o departamento, que pesquisa mensalmente o preço da cesta de alimentos em 17 capitais, os menores valores foram registrados em Aracaju, R$ 542,67; João Pessoa, R$ 565,07; e Salvador, R$ 575,81.

Comparado ao preço da cesta básica de agosto com o do mesmo mês de 2022, houve queda em nove capitais, com variações que oscilaram entre 5,24%, em Vitória, e 0,08%, em Curitiba. A elevação nos preços foram apresentados em oito cidades, com destaque para Fortaleza, com 2,50%; Porto Alegre, 1,67%, e Belo Horizonte, com 1,23%.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano até agosto, o custo da cesta básica caiu em 12 capitais, com destaque para Vitória, com queda de 9,32%; Goiânia, 8,96%; Belo Horizonte, queda de 7,22%, e Campo Grande, 7,06%. Os maiores percentuais foram registrados em Aracaju, com alta de 4,15%, e Recife, 2,77%.

Com base na cesta mais cara que, em agosto, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas da família de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o valor do salário mínimo necessário, no oitavo mês do ano, deveria ter sido R$ 6.389,72 ou 4,84 vezes o mínimo de R$ 1.320 em vigor.

*A reportagem conta com informações da Agência Brasil

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