Após alargamento, Balneário Camboriú tem o 3º metro quadrado mais caro do país

Só esse ano, preço do metro quadrado aumentou quase 15%, passando Brasília e colando no Rio de Janeiro no ranking Fipezap

Kassia Salles Itajaí

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Os imóveis em Balneário Camboriú só valorizam, ainda mais depois da conclusão da obra de alargamento da Praia Central. Conforme o último levantamento do Fipezap, o metro quadrado na cidade agora é o terceiro mais caro do Brasil, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Banhistas lotaram a Praia Central no feriadão – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/DivulgaçãoBanhistas lotaram a Praia Central no feriadão – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação

O levantamento feito em outubro mostrou que o metro quadrado em Balneário Camboriú está custando R$ 8.834 para venda, um aumento de 14,42% só em 2021. Com esse aumento, Balneário Camboriú ultrapassou Brasília e colou no Rio de Janeiro.

O Fipezap também mostrou que Itajaí foi a cidade brasileira, entre as avaliadas, que mais teve valorização em 2021: foi um aumento 21,20% só este ano. O metro quadrado para venda em Itajaí sai por R$ 7.745.

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Outra cidade que tem crescido no ranking é Itapema, que chegou ao quinto lugar do levantamento, conforme a Fipezap. O metro quadrado, que custa R$ 8.563, teve uma valorização de 19,49% só em 2021.

Ranking das cidades de SC

  1. Balneário Camboriú: R$ 8.834
  2. Itapema: R$ 8.563
  3. Florianópolis: R$ 8.348
  4. Itajaí: R$ 7.745
  5. Joinville: R$ 5.263
  6. São José: R$ 4.863
  7. Blumenau: R$ 4.522

Metro quadrado pode ser o mais caro do Brasil

Uma estimativa feita pelo empresário do setor imobiliário Renato Monteiro aponta que, depois do término da recuperação da orla, o metro quadrado na cidade pode se tornar o mais caro do Brasil.

“Atualmente o metro quadrado de Balneário Camboriú para imóveis em lançamento frente mar é de R$33.500, conforme média de anúncios na internet. É o segundo mais caro do país, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, que já chegou a custar R$ 35.660 em Ipanema”, explica Monteiro.

De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Appraisal Institute, dos Estados Unidos, as praias norte-americanas que foram alargadas registraram valorização de até 2,6% para cada 10% de espaço que foi acrescentado.