Após rede de supermercados fechar lojas em SC, concorrentes oferecem vagas de trabalho

Cerca de 60 funcionários foram demitidos e agora lutam para receber a rescisão; outros mercados já estão ligando para o sindicato e podem absorver mão de obra

Raquel Schiavini Schwarz Joinville

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Após a rede de supermercados Brasão/Brasa Atacadista fechar duas lojas em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, impactando a vida de cerca de 60 funcionários, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul trabalha nesta semana para fazer as rescisões de contrato com as ressalvas.

Desta forma, os funcionários poderão sacar o fundo de garantia (pelo menos os que foram depositados) e dar entrada no seguro desemprego.

brasa atacadista fecha lojas em jaraguaEm uma das lojas da rede em Jaraguá há uma faixa “fechado para reforma” – Foto: Fabio Junkes/OCP/Divulgação ND – Foto: Fabio Junkes

Logo em seguida às homologações de contratos, o sindicato irá entrar com ação coletiva para reaver todos os valores devidos pela rede de supermercados.

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Outra novidade do caso, desta vez boa, é que a presidente do Sindicato, Ana Maria Roeder, recebeu ligações de várias redes de mercados oferecendo vagas a essas pessoas que foram demitidas.

“Estamos fazendo as rescisões, para depois entrarmos com ação coletiva, mas hoje (quarta-feira, dia 24) várias redes de mercados me contataram para oferecer vagas. Cooper, para a Vila Nova, e Barra, precisam de mais de 30 funcionários. Comprão Atacadista também tem vagas em Guaramirim”, disse Ana Roeder.

Há esperança, portanto, para os funcionários que foram desligados da Rede Brasão. Duas das quatro unidades fecharam: a do bairro Barra do Rio Cerro e Ilha da Figueira. As lojas do bairro Rau e da Vila Lenzi continuam abertas, mas, segundo o próprio Sindicato, tudo indica que vão fechar.

Sem dinheiro para pagar os funcionários

Segundo o próprio Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaraguá do Sul, a rede de supermercados Brasão/Brasa Atacadista não tem dinheiro para pagar as rescisões e alguns funcionários, especialmente os que têm menos tempo de casa, sequer têm o fundo de garantia depositado. Essa é outra preocupação da direção do sindicato, que está dando o suporte aos trabalhadores demitidos.

A rede Brasão/Brasa Atacadista foi procurada pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta matéria. Nenhum comunicado oficial foi emitido pela empresa.