Uma área de cultivo de moluscos foi interditada pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina. A localidade é conhecida como Barro Vermelho, no bairro Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Durante a fiscalização, os agentes reguladores identificaram alta concentração da ficotoxina ácido ocadaico, que é uma toxina que causa diarreia.
Nessa localidade está proibido retirar, comercializar e consumir ostras, mexilhões, vieiras, berbigões e seus produtos – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Arquivo/NDA partir da decisão publicada, está proibida a retirada e comercialização de ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.
A interdição é adotada pelo órgão de regulamentação quando é detectada uma concentração da toxina acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves, sendo aqueles que possuem uma concha de duas valvas.
SeguirEssa substância, quando ingerida por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.
O local de produção interditado será liberado após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo. As liberações podem ocorrer de forma separada para as diferentes espécies cultivadas.
Santa Catarina é o único Estado do país que monitora permanentemente as áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.