Arezzo e dona da Hering oficializam fusão dos negócios e buscam faturamento de R$ 12 bilhões

Negócio bilionário entre Arezzo e Grupo Soma foi oficializado nesta segunda-feira (5); reunião em SP revelará detalhes a investidores e ao mercado

Foto de Bruna Ziekuhr e Lucas Adriano

Bruna Ziekuhr e Lucas Adriano Blumenau

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A gigante do vestuário Arezzo e o Grupo Soma, controlador de várias marcas do mercado da moda, entre elas a catarinense Hering, firmaram um acordo de fusão das suas operações, em um negócio bilionário, formalizado nesta segunda-feira (5).

Negócio bilionário entre Arezzo e Grupo Soma, que controla a Hering, foi oficializado nesta segunda-feira (5) e reunião revelará detalhes a investidores e ao mercado - Foto: Divulgação/Cia Hering/Arquivo/NDNegócio bilionário entre Arezzo e Grupo Soma, que controla a Hering, foi oficializado nesta segunda-feira (5) e reunião revelará detalhes a investidores e ao mercado – Foto: Divulgação/Cia Hering/Arquivo/ND

A informação foi confirmada pelas empresas em documento divulgado ao mercado econômico, Comissão de Valores Mobiliários e Bolsa de Valores,  como fato relevante.

Cifras envolvidas na operação não foram detalhadas. O documento oficial que descreve a transação conta com assinatura de membros dos conselhos de administração de ambas as empresas (Arezzo e Grupo Soma), sendo divulgado no início da manhã desta segunda-feira (5).

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Entenda como funcionará a nova companhia, que inclui Arezzo e Hering

Na prática, a nova companhia será formada a partir de uma troca de ações entre os dois conglomerados: Arezzo e Grupo Soma. A nova sociedade terá o controle majoritário da Arezzo, com 54% das ações. O grupo Soma, que inclui a catarinense Hering, entrará na sociedade com 46% dos papéis.

A nova companhia também terá um novo nome, que será divulgado em breve. Com a fusão, a meta é conquistar um faturamento próximo dos R$ 12 bilhões e a consolidação de uma gigante nacional da moda, que seja competitiva e que faça frente às concorrentes asiáticas, que estão buscando espaço no mercado brasileiro do segmento.

O novo grupo composto pela fusão da Arezzo com o Grupo Soma será dividido em quatro setores, chamados como verticais de negócio, com perfis de público bem definidos e diferentes tipos de parques fabris:

  • produção de calçados e bolsas;
  • vestuário e lifestyle feminino;
  • vestuário e lifestyle masculino;
  • vestuário democrático.

Ao todo, o novo grupo resultado da fusão irá chegar a um conjunto de 34 marcas, entre elas a Hering, e mais de 2 mil lojas em todo o Brasil, entre unidades próprias e franqueadas.

O grupo dará continuidade à produção e comercialização de calçados, bolsas, itens de moda masculina, feminina e infantil, incluindo roupas e acessórios.

A governança da nova gigante brasileira do mercado da moda terá como CEO o executivo Alexandre Café Birman, da Arezzo. O CEO da unidade de vestuário feminino do novo grupo empresarial será Roberto Luiz Jatahy Gonçalves, atual CEO do Grupo Soma.

No documento repassado ao mercado, ainda consta que o executivo Thiago Hering continuará como CEO da unidade fabril da marca Hering, incluída neste grupo econômico.

Entrada do parque fabril da Companhia Hering em Blumenau (SC), no bairro Bom Retiro. Empresa é uma das mais longevas de Santa Catarina e, no seu apogeu, empregava boa parte dos moradores da cidade, a maior da região do Vale do Itajaí. Companhia fundada no século XIX, possui intrínseca relação com o desenvolvimento de Santa Catarina e participou do auge da indústria têxtil de Blumenau, nos anos 1970 e 1980 – Foto: Arquivo/Reprodução/NDTVEntrada do parque fabril da Companhia Hering em Blumenau (SC), no bairro Bom Retiro. Empresa é uma das mais longevas de Santa Catarina e, no seu apogeu, empregava boa parte dos moradores da cidade, a maior da região do Vale do Itajaí. Companhia fundada no século XIX, possui intrínseca relação com o desenvolvimento de Santa Catarina e participou do auge da indústria têxtil de Blumenau, nos anos 1970 e 1980 – Foto: Arquivo/Reprodução/NDTV

“A Relação de Troca, que foi livremente negociada entre as administrações das Companhias, levando em consideração a cotação das ações em bolsa de valores, está sujeita a eventuais ajustes usuais em operações da mesma natureza. Uma vez finalizada a documentação necessária, incluindo o protocolo e justificação da incorporação, as administrações das Companhias convocarão as respectivas assembleias gerais de acionistas para deliberação das matérias relacionadas à Operação”, diz um trecho do documento que oficializa a incorporação das marcas.

Na capital paulista, durante a manhã desta segunda-feira (5), uma reunião é realizada no Edifício São Paulo Corporate Tower para apresentar a investidores e ao mercado financeiro todos os detalhes da transação. Agora, a finalização do negócio depende do parecer favorável do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

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