Associação Empresarial de Joinville se posiciona contra exageros em PEC da Transição

Entidade centenária e que representa 70% dos empregos da cidade, não aceita o aumento de gastos e descontrole fiscal em momento ainda incerto para o Brasil

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A Associação Empresarial de Joinville apresentou um manifesto sobre a recente aprovação da PEC da Transição em Brasília. A entidade do Norte Catarinense representa 1.700 empresas associadas e juntas geram cerca de 70% dos empregos da terceira maior economia da região Sul do Brasil.

Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves, presidente da Acij, defende pela entidade a contenção urgente de gastos públicos. – Foto: ACIJMaria Regina de Loyola Rodrigues Alves, presidente da Acij, defende pela entidade a contenção urgente de gastos públicos. – Foto: ACIJ

O posicionamento da Acij é claro: lamenta a forma como a PEC da Transição tramita no Congresso Nacional, com pressa e falta de diálogo com a sociedade. O que mais preocupa a ACIJ neste movimento é o volume além do teto de gastos, um grande risco fiscal.

Outro ponto destacado são as nomeações com perfil político e não técnico.

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“Em nosso centenário, quase 12 anos atrás, lideramos o Movimento Brasil Eficiente, que alertava para a necessidade do enxugamento da máquina estatal e para a importância da eficiência nos gastos públicos e na gestão fiscal”, explicou a diretoria da entidade.

Ainda no posicionamento, a Acij compartilha da defesa para cada vez mais diminuir os gastos públicos. Veja na íntegra trecho da carta:

“Temos repetido de forma insistente que o gasto de hoje representa o aumento de tributo de amanhã. E a sociedade e o setor produtivo não conseguem mais absorver esta conta que corrói o poder de consumo da população e dificulta ainda mais a competitividade da nossa economia”, continua a carta.

Confiamos que as instituições de controle cumpram suas atribuições, fiscalizando ações e responsáveis por desvios das normas jurídicas e dos sistemas de governança. É preciso que os integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário atuem para preservação da estabilidade das regras fiscais e para evitar retrocessos populistas e fisiologistas – que acabam resultando em descontrole de contas públicas, inflação e um ciclo vicioso que consequências que impactam de forma negativa a vida do cidadão”.