Aumentos na gasolina e diesel: Petrobras anuncia reajustes nos preços dos combustíveis

Anuncio tem desaprovação do presidente Jair Bolsonaro, que criticou a medida em suas redes sociais

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Ada Bahl Florianópolis

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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) que irá reajustar os preços da gasolina e do diesel a partir deste sábado (18). O valor médio de venda da gasolina terá alta de 5,2%. Para o diesel, o reajuste será de 14,3%.

Gasolina terá reajuste de 5,3%, e diesel de 14,2% – Foto: Julia Avamotive/Pexels/Divulgação/NDGasolina terá reajuste de 5,3%, e diesel de 14,2% – Foto: Julia Avamotive/Pexels/Divulgação/ND

A gasolina, que não sofria reajuste há 99 dias, passará de R$ 3,86 para R$4,06 por litro no preço vendido às distribuidoras. Já o diesel, que não era reajustado desde 10 de maio (39 dias), passará de R$4,91 para R$5,61 por litro.

Preço nas bombas

Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores. Na última semana encerrada no dia 11, o preço médio da gasolina no País ficou em R$7,247 e do diesel em R$6,886, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

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Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$2,81, em média, para R$2,96 por litro.

Já no diesel, com a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição comercializada nos postos, o preço da parcela da Petrobras passará de R$ 4,42, em média, para R$ 5,05 por litro.

A Petrobras adota a política de PPI (Preço de Paridade Internacional), o que faz com que o cálculo para a definição dos preços dos combustíveis considere as flutuações do preço do barril do petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.

Petrobras justifica aumento

Em nota, a Petrobras afirma que “tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

A estatal aponta, ainda, que “é sensível ao momento em que o Brasil e o mundo estão enfrentando e compreende os reflexos que os preços dos combustíveis têm na vida dos cidadãos”. Contudo, conforme a empresa, “quando há uma mudança estrutural no patamar de preços globais, é necessário que a Petrobras busque a convergência com os preços de mercado”.

Bolsonaro critica reajuste

Como já sinalizado nos últimos dias, o reajuste dos combustíveis causou tensão entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a companhia. Em suas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que a Petrobras “pode mergulhar o Brasil em um caos” com o novo aumento nos preços dos combustíveis.

A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (17), antes do anúncio de reajuste ser feito pela estatal. No texto, o presidente declarou que o governo federal é contra o reajuste. “Não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais.”

Medidas

O congresso aprovou esta semana o projeto que limita a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A medida é uma das tentativas do governo federal para reduzir o preço dos combustíveis em ano eleitoral. Agora, ela depende da sanção presidencial para entrar em vigor.

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