O processo de privatização do Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, vai passar por uma análise do Governo Federal, mesmo após o aval do TCU (Tribunal de Contas da União) para o andamento do processo.
Márcio França assumiu como ministro de Portos e Aeroportos em janeiro. Ao ND+, via e-mail, revelou que “os comandos das autoridades portuárias não serão exercidos por empresas, ou mesmo estatais de outros países, que não têm como prioridade os interesses nacionais brasileiros”.
Como a falta de contêineres no mundo tem afetado o Porto de Itajaí – Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/NDAtualmente, a autoridade portuária do Porto de Itajaí está nas mãos do governo municipal, como tem sido desde 1997. O contrato de concessão, que deveria vencer em dezembro de 2022, foi prorrogado por até dois anos, devido aos atrasos na privatização do porto.
Seguir“Assim, o ritmo de modernização e os investimentos necessários poderão ser feitos até com mais intensidade em função do caráter prioritário que o novo Governo Federal dá aos portos”, afirma o ministro.
No plano de privatização do terminal estão previstos investimentos que chegam a R$ 920 milhões nos primeiros três anos de concessão. O Ministério de Portos e Aeroportos ainda avalia a melhor maneira de garantir que os investimentos necessários ao Porto de Itajaí sejam realizados, seja de forma direta ou por meio de parcerias com o setor privado.
Porto trabalha para recuperar linhas de contêineres
A APM Terminals, que opera os berços privados do porto, trabalha na recuperação das linhas de contêineres, perdidas entre dezembro de 2022 e janeiro deste ano. Uma das novas linhas, do Panamá, começou a operar em fevereiro.
A rota da linha prevê atracações em três portos brasileiros, além de outros na América Latina. Entre as cargas que deverão ser movimentadas estão produtos do gênero alimentício e cargas refrigeradas.
Grupo de trabalho
A prefeitura de Itajaí criou um grupo de trabalho para tratar da situação do porto e cobrar agilidade no processo de desestatização. O grupo de trabalho inclui representantes de entidades e sindicatos ligados aos trabalhadores portuários, associação empresarial, vereadores e outras autoridades municipais.
“Precisamos ter uma unidade pelo bem do Porto de Itajaí. Neste grupo, iremos criar uma proposta, que seja consenso entre Município, entidades, sindicatos e a comunidade itajaiense. A intenção é solicitar ao Governo Federal agilidade no leilão do terminal para que haja mais segurança nas operações portuárias e para que possamos retomar o crescimento do nosso Porto”, destacou o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.