Bens restantes de empresa milionária irão a leilão em Criciúma; valores chegam a R$ 18,7 mi

Uma das maiores mineradoras de carvão mineral do Sul catarinense terá seus bens restantes leiloados em junho

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O que já foi um dos orgulhos da Capital Nacional do Carvão transformou-se em uma das maiores injustiças sociais de Criciúma, no Sul catarinense. O próximo capítulo dessa vergonhosa história será o leilão de bens restantes da Carbonífera Criciúma, avaliados em R$ 18,7 milhões. O leilão acontece no próximo mês de junho.

Leilão de bens da Carbonífera Criciúma Trabalhadores fizeram inúmeras manifestações para sensibilizar as autoridades. – Foto: Internet/Reprodução/ND

Em 2013, a empresa começou a enfrentar problemas e começou atrasar salários. O quadro se agravou a ponto dos trabalhadores realizarem campanha de arrecadação de alimentos para sustento das suas famílias, antes acostumadas com bons salários.

Cenário ainda mais vergonhoso se sucedeu com disputas jurídicas que até os dias de hoje não são absorvidos como “justiça”, pela sociedade Sul catarinense.

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Em novo desfecho, a 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma autorizou a realização do leilão de máquinas, equipamentos e demais bens que integram a massa falida da Carbonífera Criciúma.

Os lotes incluem ainda 20 terrenos nas cidades de Criciúma, Lauro Müller e Forquilhinha, direitos de mineração em áreas da região Sul do Estado e até um depósito de rejeito de carbono.

O montante a ser arrecadado ainda não cobre o passivo aberto pela empresa. Inicialmente, os bens estão avaliados em R$ 18,7 milhões, mas podem ser arrematados por valores menores em segunda ou até terceira chamadas.

O término de recebimento de propostas, que variam entre 2 e 19 de junho. Os editais completos e detalhes do que está colocado à venda podem ser encontrados no site do leiloeiro público.

Dívida milionário com funcionários em Criciúma

O leilão de bens avaliados em R$ 18,7 milhões de longe não atinge o montante da dívida que está estimada atualmente em cerca R$ 477 milhões. Só para os funcionários a empresa deve mais de R$ 100 milhões.

A Carbonífera Criciúma teve falência decretada em agosto de 2021, após infrutífero plano de recuperação judicial iniciado em 2015.