O início do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não foi muito generoso para alguns dos maiores bilionários do mundo. Juntos, os magnatas perderam US$ 210 bilhões em dois meses, o equivalente a mais de R$ 1,2 trilhão. Elon Musk, conselheiro sênior da Casa Branca, foi o mais impactado desde 17 de janeiro, segundo o índice da Bloomberg.
Bilionários perdem mais de R$ 1,2 trilhão em dois meses de governo Trump – Foto: Getty Images/NDDono da Tesla e da SpaceX, Elon Musk viu a Tesla registrar queda de 15% na última segunda-feira (10). Esta foi a pior sessão do principal ativo de Musk desde setembro de 2020, ampliando o prejuízo do CEO da companhia para 45% no acumulado deste ano.
As vendas da Tesla caíram drasticamente em meio à rejeição ao posicionamento político do bilionário, impacto sentido principalmente na Europa e na China. Desde a posse de Trump, as promessas de crescimento econômico e medidas protecionistas oscilaram, resultando em forte queda nos mercados acionários dos EUA.
SeguirVeja quais bilionários perderam mais de R$ 1,2 trilhão no governo Trump
Elon Musk – Tesla e SpaceX (US$ 145 bi)
Elon Musk foi o bilionário que mais teve perdas no governo Trump – Foto: Apu Gomes/AFPO CEO da Tesla e da SpaceX teve sua fortuna reduzida drasticamente após a montadora de carros elétricos perder todos os lucros acumulados desde a eleição de Trump.
A Tesla enfrenta uma forte rejeição de consumidores na Europa, especialmente na Alemanha, onde as vendas caíram 70%, devido ao apoio público de Elon Musk a políticos de extrema-direita. Na China, seu segundo maior mercado, as entregas diminuíram 49% no último mês.
Jeff Bezos – Amazon (US$ 31 bi)
Ações da Amazon, de Jeff Bezos, tiveram queda de 15% desde a posse de Trump – Foto: Emma McIntyre/Getty ImagesJeff Bezos, fundador da Amazon, já teve desentendimentos com Trump e tentou uma reaproximação ao jantar com o presidente no mês passado. No entanto, as ações da Amazon caíram 15% desde a posse de Trump, afetadas pela instabilidade do mercado e por um cenário de negócios cada vez mais imprevisível.
Sergey Brin – Alphabet (US$ 23 bi)
Sergey Brin, cofundador do Google, viu as ações da Alphabet despencarem em fevereiro – Foto: Reprodução/NDO cofundador do Google é outro bilionário que viu sua fortuna diminuir. As ações da Alphabet caíram mais de 7% no início de fevereiro. A empresa enfrenta pressão do Departamento de Justiça dos EUA, que ameaça dividir a gigante de tecnologia para reduzir sua dominância no mercado de buscas.
Mark Zuckerberg – Meta (US$ 8 bi)
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, perdeu US$ 8 bilhões no governo Trump – Foto: Divulgação/Flickr/NDO CEO da Meta foi o único entre as “sete magníficas” (Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla) a registrar ganhos em janeiro e fevereiro. No entanto, as ações da Meta perderam todo o progresso recente, resultando em prejuízo de US$ 8 bilhões para Zuckerberg.
Bernard Arnault – LVMH (US$ 5 bi)
A fortuna de Bernard Arnault, de US$ 188,5 bilhões (R$ 1,1 trilhão), vem das empresas Louis Vuitton, Christian Dior, Moet & Chandon e Sephora – Foto: Divulgação/NDO dono do conglomerado de luxo LVMH, que inclui marcas como Louis Vuitton, Christian Dior, Moet & Chandon, Sephora e Bulgari, perdeu bilhões devido às ameaças de Trump de impor tarifas de até 20% sobre produtos de luxo europeus.
Bilionários tiveram sucessivas quedas nas ações da bolsa de valores nos EUA
O cenário econômico instável e as políticas protecionistas de Trump continuam a impactar fortemente os mercados globais e as fortunas dos maiores magnatas do mundo.
Os temores sobre uma possível recessão econômica nos Estados Unidos fez o dólar cair nos últimos dias. A moeda norte-americana disparou mais de 1% na última segunda-feira (10) e operou em baixa na última terça-feira (11).
Medidas impostas por Donald Trump têm feito o mercado reagir mal desde sua posse – Foto: Divulgação/The White House/NDO anúncio no aumento do valor das taxações impostas pelo presidente Donald Trump, sobre metais do Canadá para 50%, também movimentou o mercado. Trump ressaltou que o país está em período de transição para trazer de volta a riqueza, mas isso levará tempo.
Os agentes financeiros demonstram pessimismo com as pesquisas recentes que mostram uma deterioração da confiança e perspectivas econômicas de consumidores e empresários. As crescentes tensões comerciais provocadas por Trump revelam preocupações dos investidores e bilionários.