O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira, 16, que “todas as alternativas estão na mesa”, quando questionado sobre possível volta de um imposto sobre transações financeiras, similarmente com a extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Presidente Jair Bolsonaro conversa com a imprensa em frente ao Palacio da Alvorada – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/NDO governo, no entanto, só aceitaria criar um imposto se outro tributo for extinto, disse o presidente.
“Nós não queremos criar nenhum novo tributo. A não ser que seja para extinguir outros e, assim mesmo, colocado junto à sociedade, para ver qual a reação da sociedade, a gente vai levar adiante essa proposta ou não.”
SeguirBolsonaro afirmou ainda, que “nada vai ser feito” se o governo tentar tirar do papel uma reforma tributária “ampla, geral e irrestrita”, que mexa em impostos federais, dos Estados e dos municípios.
Ademais, o presidente declarou que usa o termo “simplificação de impostos”, em vez de reforma tributária em conversas com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
“Se nós quisermos fazer uma reforma tributária ampla, geral e irrestrita, envolvendo os Poderes, né, Executivo Federal, (tributos) estaduais e municipais, não vai ser feito nada”.
“Tenho falado com Paulo Guedes (a) palavra simplificação de imposto. E focar nos impostos federais”, disse Bolsonaro.
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As afirmações de Bolsonaro foram feitas após reunião do presidente com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.
Bolsonaro disse a jornalistas que conversará com Guedes antes de definir a data para envio do projeto sobre “simplificação de impostos”.
“Ele (Guedes) é o dono da máquina nesse sentido”, apontou.