Quase 30%: reforma tributária pode colocar Brasil com maior alíquota mundial

As mudanças aprovadas no Senado podem elevar a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado brasileiro, alcançando quase 30%

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Deny Campos Florianópolis

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O projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária colocará o Brasil como líder mundial na alíquota de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), com 28,55%. Esse percentual supera o da Hungria, que atualmente possui a maior alíquota do mundo, de 27%.

Brasil se tornará a maior alíquota do mundo com reforma tributáriaSe aprovada na Câmara, reforma tributária deixará o Brasil com a maior alíquota do mundo – Foto: Freepik/Divulgação/ND

A elevação foi resultado de concessões aprovadas pelo Senado, que ainda serão analisadas pela Câmara dos Deputados. A inclusão de setores como saneamento básico na alíquota reduzida de 60% aumentou em 0,38 ponto percentual o cálculo inicial, que já superava a Hungria.

Conforme o relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), os números são preliminares e poderão ser revisados com novos cálculos do Ministério da Fazenda.

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Ranking dos países com maiores alíquotas do mundo atualmenteRanking dos países com maiores alíquotas do mundo atualmente – Foto: Senado Federal/Reprodução/ND

Reforma tributária do Senado deixará o Brasil com a maior alíquota do mundo

Inicialmente, a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados previa uma alíquota padrão de 27,97%. As concessões feitas no Senado elevaram o percentual em 0,58 ponto, principalmente devido a benefícios fiscais para setores específicos, tornando o país com a maior alíquota do mundo.

Segundo Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária, “o governo está satisfeito com a aprovação do PLP 68, mas sempre ressaltando que o governo preferiria que houvesse menos exceções, mas isso faz parte da construção política”.

Proposta de reforma tributária poderá ser revisada com novos cálculos do Ministério da FazendaProposta cria mecanismos de cashback para população de baixa renda – Foto: Pixabay

As mudanças no texto incluíram serviços funerários, medicamentos para doenças raras, remédios manipulados, fraldas e serviços de telecomunicações na alíquota reduzida. Também foram criados mecanismos de cashback para a população de baixa renda e uma faixa de isenção de IVA para aluguéis.

Para manter a arrecadação equivalente a 12,45% do PIB, como prevê a reforma, setores não contemplados pelos benefícios terão que arcar com alíquotas mais altas. O próximo passo será a análise da Câmara dos Deputados, que poderá confirmar ou ajustar as alterações feitas no Senado.

*Com informações do R7.com, da Rede Record

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