Câmara vota MP da desestatização da Eletrobras nesta segunda-feira

Proposta precisa ser aprovada até esta terça (22) ou perderá validade; sessão extraordinária será às 15h

Foto de R7

R7 São Paulo

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Câmara dos Deputados deve votar nesta segunda-feira (21), às 15h, a MP (medida provisória) que permite a desestatização da Eletrobras. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) marcou uma sessão extraordinária após o Senado aprovar a MP 1031/21 na última quinta (17).

A proposta já tinha sido aprovada pela Câmara no mês passado, mas os senadores fizeram alterações no texto e, com isso, os deputados têm de analisar novamente. A MP precisa ser aprovada até esta terça (22), quando perde a validade.

Presidente da Câmara, Arthur Lira marcou uma sessão extraordinária para essa segunda (21) às 15h para votar a VP da Eletrobras – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/NDPresidente da Câmara, Arthur Lira marcou uma sessão extraordinária para essa segunda (21) às 15h para votar a VP da Eletrobras – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/ND

O texto viabiliza a desestatização da Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no país.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O modelo de desestatização prevê a emissão de novas ações da Eletrobras, a serem vendidas no mercado sem a participação do governo, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

O texto aprovado na Câmara previa que o governo federal patrocinasse, pelos próximos 15 anos, a contratação de usinas termelétricas a gás natural em regiões do interior do país onde hoje não existe esse fornecimento. O Senado, no entanto, excluiu a regra que tornava esse processo uma condição para o processo de desestatização.

As termelétricas deverão atender a estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os senadores incluíram áreas da região Sudeste hoje atendidas pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e os estados do Sudeste que são produtores de gás natural.

Energia mais cara

Os críticos ao texto defendiam que o novo modelo pode encarecer a energia, e o alto custo seria bancado pelos consumidores, pessoas físicas, empresas e indústria. Já os parlamentares favoráveis e o governo argumentam que o novo modelo pode levar a uma redução de 5% a 9% nas contas.

No último parecer, o relator garantiu a redução do preço da energia após alterar ligeiramente questões relacionadas à construção compulsória de térmicas a gás, que eram os chamados “jabutis” da proposta.

No novo documento foi mantida a previsão da contratação obrigatória de 6.000 MW de capacidade instalada de termelétricas a gás natural, mas incluindo Estados do Sudeste com produção de gás.

Tópicos relacionados