Grupos de caminhoneiros anunciam início de paralisação a partir de hoje em vários Estados. Em Santa Catarina, os líderes do movimento informam que programaram a greve nos municípios de Itajaí, Chapecó, Itapoá, Navegantes e Xanxerê, além da região serrana.
A Justiça Federal já decidiu que bloqueios nas rodovias federais são ilegais e não serão permitidos.
Preocupação com bloqueios – Foto: ArquivoO presidente da Fetranscesc(Federação das Empresas de Transporte e Logística), Ari Rabaiolli, tem informações de que o movimento tem focos isolados no Estado. E faz duas constatações: 1. O governo garantiu que as estradas não serão bloqueadas. Caberá, portanto, às Polícias Rodoviária, Federal e Militar o livre trânsito pelas rodovias. Este é o ponto principal desta nova greve; 2. Havendo bloqueios, a orientação que as empresas estão dando a seus profissionais é que parem as viagens. Vão evitar qualquer tipo de confronto, em vista do que ocorreu na ultima paralização, com uso da violência dos grevistas contras os profissionais.
SeguirA Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos(CNTA) já se manifestou contra a greve dos caminhoneiros e, segundo Ari Rabiollli, esta posição oficial da entidade tende a esvaziar o movimento paredista. A greve, contudo, conta com o apoio das centrais sindicais. Aproveitam o fato para, mais uma vez, colocar combustível e ampliar a crise, mesmo que a custa de graves prejuízos para milhares de pessoas e empresas.
A paralisação está sendo realizada em protesto contra os últimos aumentos dos combustíveis. Os caminhoneiros consideraram frustrante a última proposta do governo Bolsonaro de concessão de um auxílio-diesel de R$ 750,00.
As greves anteriores, além dos lamentáveis atos de violência entre os próprios caminhoneiros, provocou grandes transtornos as empresas de Santa Catarina, as transportadores e aos exportadores que não puderem cumprir contratos nacionais e internacionais.
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