As pessoas com deficiência enfrentam uma árdua batalha para acessar às oportunidades profissionais no Brasil – Foto: Curso VigilanteO Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de SC, em parceria com o Instituto Catarinense de Educação Profissional lança a campanha “Pessoa com Deficiência na Segurança Privada é mais inclusão”. Com o propósito de tornar o mercado de trabalho mais justo e igualitário, as empresas de segurança privada de SC, representadas pelo Sindesp-SC, se unem ao ICAEPS para oferecer 100 bolsas de estudo para o Curso de Vigilante. Após a formação, os profissionais capacitados serão selecionados pelas empresas do setor. A inscrição pode ser feita gratuitamente aqui.
“Nossa ambição é oferecer uma formação de alta qualidade para os colaboradores das empresas associadas, mas também conectar as pessoas com deficiência às oportunidades profissionais nas empresas do setor de serviços. Esse também é um trabalho de conscientização do mercado sobre a importância da inclusão”, destaca o presidente do ICAEPS, Evandro Fortunato Linhares.
As pessoas com deficiência enfrentam uma árdua batalha para acessar às oportunidades profissionais no Brasil – Foto: DivulgaçãoOs desafios do mercado de trabalho para PcD
As pessoas com deficiência enfrentam uma árdua batalha para acessar às oportunidades profissionais no Brasil. Segundo um relatório publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) em 2022, 7 em cada 10 pessoas com deficiência não estão formalmente empregadas. No país, a busca por medidas para democratizar as vagas implantou, na década de 1990, a Lei 8.213 que instituiu cotas para PcDs no mercado de trabalho.
De acordo com a legislação, organizações com mais de 100 colaboradores devem cumprir destinar ao menos 2% de vagas para pessoas com deficiência – sendo que o percentual é proporcional ao número de funcionários.
Em Santa Catarina são quase 300 mil pessoas com deficiência. No entanto, a maioria não tem acesso a um emprego formal ou a capacitações específicas. O desafio é ainda maior no setor de serviços que necessita de mão de obra especializada, em virtude do alto índice de periculosidade e insalubridade. O resultado afeta as empresas, que não conseguem cumprir com a legislação e precisam pagar multas, e os profissionais, que desejam ingressar na área.
“O projeto viabiliza o acesso de pessoas com deficiência a oportunidades profissionais como também capacitação de qualidade para exercer as profissões na área de vigilância. São 100 bolsas de estudo que promoverão uma formação de alto nível, preparando o profissional para o mercado de segurança privada “, ressalta o presidente do Sindesp-SC, Dilmo Wanderley Berger.
As inscrições para os cursos podem ser realizadas gratuitamente pelo site.