Consumidor precisa trabalhar 123 horas mensais para pagar cesta básica em Florianópolis

Preço da cesta básica na Capital catarinense diminuiu -1,19% em outubro, mas a cidade ainda ocupa o segundo lugar no ranking das capitais com maior custo dos alimentos no Brasil

Redação ND Florianópolis

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O preço da cesta básica em Florianópolis diminuiu -1,19% em outubro, mas a cidade ainda ocupa o segundo lugar no ranking das capitais com maior custo dos alimentos. Com valor de R$ 738,77, é necessário que o consumidor trabalhe 123 horas e 8 minutos para pagar o kit, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Cesta básica fica mais barata em FlorianópolisFlorianópolis tem segunda cesta básica mais cara entre as capitais do Brasil. – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Ainda de acordo com o relatório do Dieese, divulgado nesta terça-feira (7), Florianópolis fica atrás apenas da capital gaúcha Porto Alegre, onde a cesta básica custa R$ 739,21.

Em comparação ao mês anterior, setembro, o custo do kit de alimentos teve uma queda de -1,19%, o que tirou a capital catarinense do primeiro lugar do ranking.

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“Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em outubro de 2023, 52,72% do rendimento líquido para adquirir os produtos alimentícios básicos”, destaca o Dieese.

Vale mencionar que, apesar de nas capitais do Norte e do Nordeste, a composição da cesta ser diferente, é onde se observa o menor valor, sendo que em Aracaju, custa R$521,96, em João Pessoa R$ 554,88 e em Recife R$ 557,10.

Custo da cesta básica fica menor em 12 capitais

Em outubro de 2023 o valor dos alimentos básicos diminuiu em 12 das 17 capitais onde o Departamento realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

As quedas mais significativas ocorreram em Natal, com -2,82%, Recife -2,30% e Brasília -2,18%.

As altas foram registradas em Fortaleza, com aumento de 1,32%, Campo Grande 1,08%, Goiânia 0,81%, São Paulo 0,46% e Rio de Janeiro 0,17%.

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