Celesc e Cooperativas criam sistema cooperado interligado e sem perda de autonomias

Encontro realizado sexta-feira (11) no Sul de SC pode ser considerado o marco histórico no modelo administrativo da Celesc e das Cooperativas

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Até então a relação entre a Celesc e as Cooperativas de Energia de Santa Catarina seguia um modelo parecido com o de fornecedor e cliente. As cooperativas já vem mudando a sua relação com o consumidor final, mas o que ocorreu na última sexta-feira (11) em Forquilhinha, entrará para a história como marco no avanço das relações administrativas entre estes entes.

Cleisio Poleto Martins e Walmir Rampinelli são as pontas de ligação entre a Celesc e as cooperativas. – Foto: DivulgaçãoCleisio Poleto Martins e Walmir Rampinelli são as pontas de ligação entre a Celesc e as cooperativas. – Foto: Divulgação

A grosso modo pode se dizer que até então as cooperativas compravam a energia da Celesc, na maioria das vezes já transformada na voltagem repassada ao consumidor final, exceto aquelas que aquelas possuem subestação.

O movimento realizado faz ressaltar as figuras dos presidentes da Celesc e da Fecoerusc. Cleicio Poleto Martins e Walmir Rampinelli fizeram a interligação de velhos parceiros que conversavam menos do que deve acontecer a partir de agora. Ambos acreditam que uma vez aproximados poderão levar ainda melhores resultados ao consumidor final.

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O movimento pivô disso tudo é o planejamento estratégico da Celesc que começa a ser aplicado em 2022, com destaque para a aquisição de energia no mercado financeiro.

Ao afinar o processo de todo o sistema de distribuição de energia elétrica de Santa Catarina

Hoje a maioria das cooperativas tem conexão física com a Celesc para compra da energia repassada ao consumidor final. A maioria ainda não faz a transformação da voltagem. Outras já tem subestações onde a energia é transformada. Há casos de cooperativas que tem conexão direto com o sistema nacional.

Representantes do setor elétrico de Santa Ctarina estiveram presentes no encontro de sexta-feira (11) em Forquilhinha no Sul de SC. – Foto: DivulgaçãoRepresentantes do setor elétrico de Santa Ctarina estiveram presentes no encontro de sexta-feira (11) em Forquilhinha no Sul de SC. – Foto: Divulgação

Por ser muito maior que as cooperativas a Celesc se anuncia parceira destas e vai ao mercado livre adquirir a energia que comprada em escala muito maior barateia o custo. Assim ela compra mais barato porque compra em maior volume pois sabe que repassará isso às cooperativas que são clientes fixos fidelizados pela reciprocidade assegurada em vários outros serviços. Trata-se de uma relação de fidelização e respeito mútuo com ganhos que podem chegar ao consumidor final.

Neste ambiente de negócios, as cooperativas, e outras empresas geradoras, comercializadoras e consumidoras podem negociar livremente o fornecimento de energia.

Técnicos das cooperativas poderão ser treinados de forma virtual em uma moderna sala até então disponível apenas aos profissionais da Celesc.

Outro aspecto relevante à conta de energia é a supressão de custos com pontos considerados distantes das bases e que sofrem queda com demanda de grande tempo e custo financeiro para reparo. Isso significa redução do custo dos itens que compõe a tarifa.

PROJETO PILOTO

A Celesc oferece às cooperativas inclusive experiências como a do sistema inteligente instalado de forma experimental em Araranguá. Nela extingue-se a necessidade de funções que oneram o sistema como a leitura, desligamento e religação.

Walmir Rampinelli, líder das cooperativas resume o encontro com a interpretação de que se havia distância e falta de harmonia entre a Celesc e as cooperativas, elas deixam de existir.