Um dos principais problemas no sistema de distribuição de energia elétrica em Santa Catarina deverá ser equacionado nos próximos dois anos. O programa Celesc Rural, criado pela atual gestão da Celesc e que levou energia trifásica para 212 mil unidades no Estado. Até agora, foram investidos R$ 300 milhões. Outros 200 milhões serão aplicados em trifásica para outros 200 mil agricultores.
Presidente fez um relato dos investimentos na Celesc – Foto: Moacir PereiraEstas informações foram dadas pelo presidente da Celesc, o engenheiro Cleicio Poleto Martins, durante entrevista no “Conexão ND”. Ele revelou que desde a década de setenta não havia qualquer investimento em eletrificação rural.
A atual Diretoria da estatal está celebrando a publicação do Balanço de 2021, registrando um lucro recorde de R$ 563 milhões, um crescimento de 8,6% em relação a 2020.
SeguirA receita líquida apontou R$ 11,3 bilhões, um aumento de 28% no comparativo com o ano anterior. O ano de 2020, contudo, não representa parâmetro seguro em função da pandemia da Covid-19.
Redução na arrecadação
A Celesc Distribuição teve uma redução na arrecadação de R$ 900 milhões. Em entendimentos com a Fiesc, a estatal negociou o parcelamento de várias indústrias, permitindo o enfrentamento do coronavirus em todo o Estado. No mesmo período, a queda geral na receita chegou a 40%.
A Celesc é uma empresa de economia mista, onde o governo estadual detém 50,16% das ações ordinárias e a EDP 33,11%. A empresa portuguesa tem interesse na privatização da Celesc, mas a atual gestão e o governo Moisés não sinalizam de público concordância.
A estatal tem hoje a responsabilidade sobre 160.000 km de redes elétricas, 5.000 km de linhas de transmissão, 1.800.000 de postes, 189 mil transformadores, 173 subestações e 259 lojas de atendimento. Conta com 7 mil colaboradores para atender 3,2 milhões de unidades consumidoras.