Após as enchentes que atingiram as cidades do Alto Vale nos meses de outubro e novembro, a Celesc deve realizar a troca de aproximadamente 20 mil medidores de energia na região.
O trabalho, inclusive, terá que ser refeito, já que no evento climático do mês de outubro oito mil equipamentos foram danificados e 75% deles já haviam sido substituídos pelas equipes da Celesc.
“Nossa expectativa é agora termos que trocar 20 mil. Destes, quatro mil já foram substituídos, ainda sem prazo para finalizar”, explica o gerente regional da Celesc para o Alto Vale, Manoel Arisoli Pereira.
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Após as enchentes, 20 mil medidores de energia precisam ser substituídos no Alto Vale – Foto: Divulgação/NDPara isso é necessário, de acordo com Pereira, aumentar a força de trabalho. “Este é um momento complicado. Trazemos pessoas de todo Estado para ajudar, mas agora é o período dos temporais, ninguém dispõe de mão de obra, nem o litoral e nem o oeste que poderia nos ajudar”, explica.
No Alto Vale, a Celesc possui dois tipos de medidores de energia. O medidor eletrônico – que ao ser atingido pela água para imediatamente o funcionamento – e o eletromecânico, que deixa de funcionar com o tempo. Ambos precisaram ser substituídos após a enchente.
Troca dos medidores deve custar R$ 10 milhões
Com as enchentes de outubro e novembro, o custo para troca dos medidores e também da mão de obra deve superar os R$ 10 milhões. Eles estão nas cidades de Presidente Getúlio, Agronômica, Lontras, Rio do Sul, Aurora, Laurentino, Rio do Oeste, Pouso Redondo, Trombudo Central, Agrolândia, Braço do Trombudo, Atalanta e Taió.
De acordo com o gerente regional, a Celesc ainda precisa arcar com os prejuízos da enchente com relação a troca de postes, mão de obra para restabelecer o fornecimento de energia e as empreiteiras. A soma deve ultrapassar os R$ 20 milhões.
O morador não deve ter nenhum custo com a troca do equipamento, inclusive, sendo necessária atenção para não cair em golpes.
Leitura correta do faturamento de energia
A troca é feita para que ocorra o faturamento correto do consumo de energia elétrica. Enquanto a substituição não é feita, a leitura ocorre pela média. “Os três primeiros meses, pode ser feito assim. Depois disso a legislação brasileira estabelece que só pode ser cobrada a taxa mínima”, detalha Pereira.
Faturas têm sido enviadas pela média de consumo nas cidades atingidas – Foto: Divulgação/ND“Naquelas casas que ficaram vazias durante a enchente podem ter algum prejuízo. Mas as que receberam outros moradores e aumentou o consumo pode ter benefício. Por isso a nossa pressa em restabelecer os medidores o mais rápido possível”, exemplifica Pereira.
Caso o morador se sinta prejudicado pela média ou pela leitura, pode procurar as lojas da Celesc para retirar as dúvidas.
Faturas podem ser solicitadas pelo WhatsApp
Para quem não consegue ir a uma loja da Celesc para obter a segunda via da fatura, o documento pode ser solicitado pelo WhatsApp. O atendimento virtual pode feito no (48) 99860-0067. É preciso ter em mãos o número da Unidade Consumidora, CPF e data de nascimento.
A solicitação pode ser feita também para pessoas que precisam da segunda via da fatura como comprovante de residência.