Cesta básica de Florianópolis recua 1% e valor é o terceiro mais caro do país

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos registra queda no preço em 16 das 17 capitais pesquisadas, diz Dieese

R7 Florianópolis

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O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou recuo de 1% no valor da cesta básica de Florianópolis que, mesmo assim, ficou na terceira posição entre as mais caras do país. São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 749,78), seguida por Porto Alegre (R$ 748,06), Florianópolis (R$ 746,21) e Rio de Janeiro (R$ 717,82).

O valor da cesta básica em agosto diminuiu em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as reduções mais expressivas ocorreram no Recife (-3%), em Fortaleza (-2,26%), Belo Horizonte (-2,13%) e Brasília (-2,08%). A alta de 0,27% foi registrada em Belém.

Valor da cesta básica na Capital catarinense é de R$ 746,21 – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/NDValor da cesta básica na Capital catarinense é de R$ 746,21 – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,57), João Pessoa (R$ 568,21) e Salvador (R$ 576,93).

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A comparação do valor da cesta entre agosto de 2022 e agosto de 2021 mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 12,55%, em Porto Alegre; e 21,71%, no Recife.

Em 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades, com destaque para as variações de Belém (14%), Aracaju (12,87%) e Recife (12,35%).

Veja os preços da cesta básica

São Paulo  – R$ 749,78 (-1,40%)

Porto Alegre – R$ 748,06 (-0,63%)

Florianópolis – R$ 746,21 (-1%)

Rio de Janeiro – R$ 717,82 (-0,82%)

Campo Grande – R$ 698,31 (-1,23%)

Vitória – R$ 697,39 (-0,48%)

Brasília – R$ 689,31 (-2,08)

Curitiba – R$ 685,69 (-0,45)

Goiânia – R$ 660,83 (-1,80)

Belo Horizonte – R$ 638,19 (-2,13)

Belém – R$ 634,85 (0,27)

Fortaleza – R$ 626,98 (-2,26%)

Recife – R$ 598,14 (-3%)

Natal – R$ 580,74 (-1,16%)

Salvador – R$ 576,93 (-1,64%)

João Pessoa – R$ 568,21 (-0,77%)

Aracaju – R$ 539,57 (-0,54)

Salário mínimo

O salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas seria de R$ 6.298,91 em agosto, segundo cálculos do Dieese. O valor corresponde a 5,2 vezes o piso federal atual, de R$ 1.212.

Em julho, o valor necessário era de R$ 6.388,55, ou 5,27 vezes o piso mínimo. Em agosto de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.583,90, ou 5,08 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100.

A estimativa do Dieese é realizada mensalmente e indica qual é o rendimento mínimo necessário para que um trabalhador e sua família possam suprir as despesas do mês com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

A estimativa do valor ideal para agosto tem como base os preços da cesta básica de São Paulo, com custo de R$ 749,78, a mais cara do mês entre as 17 capitais que são analisadas na pesquisa.

Segundo o Dieese, considerando o preço da cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu em média 58,54% do seu rendimento líquido de agosto para comprar os produtos alimentícios básicos.

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