Após fiscalizar até esta quarta-feira (26) 1.517 propriedades rurais no Sul de Santa Catarina no âmbito do combate contra a gripe aviária, os profissionais da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado) apresentaram nesta quinta (27) o balanço das ações.
A Companhia considera encerrado o foco da influenza aviária detectada na região – no dia 15 deste mês foi registrado um caso em uma ave de fundo de quintal de Maracajá. Os mais de 1,5 mil locais vistoriados – com ou sem aves – estão em um raio de 10 quilômetros do foco.
Companhia cumpriu protocolos internacionais para erradicação do foco, destaca governo de Santa Catarina – Foto: Cidasc/Divulgação/NDCabe destacar que a influenza aviária não é transmitida através da carne de frango e nem de ovos. Também não há casos confirmados em aves criadas e comercializadas pela agroindústria catarinense até então.
SeguirO Estado assegura que os trabalhos garantem que o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) puderam considerar como encerrado o foco de IAAP (influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade) em Santa Catarina.
Esforço conjunto para erradicar a gripe aviária
Os trabalhos na região foram realizados por médicos veterinários da Cidasc e do Icasa (Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária), tal como por técnicos agropecuários e auxiliares operacionais da companhia.
“Além de inspecionar os animais, os profissionais realizaram investigação epidemiológica nas propriedades, orientaram os produtores rurais sobre os sinais clínicos compatíveis com a Influenza Aviária e entregaram material educativo, como folders e cartazes”, explica Celles Regina de Matos, presidente da Companhia.
Também foram cumpridas atividades de atualização de cadastro, de vigilância ativa (verificação da existência de sinais clínicos em animais suscetíveis) e de educação sanitária.
Além disso, deixaram claro os canais apropriados para notificação de casos de suspeita de gripe aviária, pelo sistema e-Sisbravet, ou diretamente em qualquer escritório da Companhia ou ainda no telefone: 0800 643 9300.
Proprietário devem ser ágeis em notificar suspeitas à Companhia – Foto: Cidasc/Divulgação/NDProdutores devem ser ágeis em notificar casos suspeitos
O médico veterinário e diretor de Defesa Agropecuária da Cidasc, Diego Rodrigo Torres Severo, ressalta a importância de agilidade na comunicação ao órgão de qualquer caso suspeito. O produtor recebe total suporte, incluindo a indenização, caso necessário, destaca o órgão.
Os seguintes sintomas são compatíveis com IAAP: sinais respiratórios e neurológicos, dificuldade respiratória, andar cambaleante, torcicolo, mortalidade alta e súbita
“Todas as aves mortas, moribundas, ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas pelos cidadãos. Precisamos da compreensão de todos que façam a notificação para a Cidasc, sempre que identificarem sinais compatíveis com a Influenza Aviária”, reforça Severo.
“Não pode haver medo de comunicar, pois a atuação rápida é que assegura conter o problema. O produtor será bem amparado, incluindo a indenização. Apenas as aves da propriedade positivada passaram por depopulação. Fizemos toda a varredura em uma área de dez quilômetros. Houve apenas uma suspeita, que foi coletada e afastada com laudo negativo para Influenza Aviária”, explica.
Estado tenta reverter embargo
O Japão impôs um embargo de 28 dias a Santa Catarina no dia 17 de julho, após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma ave doméstica, identificado em Maracajá, no Sul catarinense. Ainda neste ano, a doença havia sido identificada em uma ave silvestre em São Francisco do Sul. Vale destacar que a gripe aviária não é transmissível a seres humanos.
O ministro do Mapa (Agricultura e Pecuária), Carlos Fávaro, se reuniu com autoridades do Japão, nesta sexta-feira (28), para pedir que o embargo à exportação da carne de frango seja limitado aos municípios de Santa Catarina e do Espírito Santo onde o foco de gripe aviária foi identificado.