Com a 3ª cesta básica de alimentos mais caras do Brasil, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), outros fatores contribuem para elevação do custo de vida em Florianópolis. Além dos alimentos, transporte e habitação foram os “vilões da vez” no mês de agosto.
Gastos com transporte impulsionaram aumento do custo de vida em Florianópolis no mês de agosto – Foto: Montagem/Divulgação/NDAlguns alimentos apresentaram redução de preços no mês de agosto em Florianópolis, contudo, não foi suficiente para reduzir o custo de vida e inverter o ranking a favor dos consumidores.
Conforme os dados do Dieese, o valor médio da cesta básica de alimentos em Florianópolis é de R$ 743,94, na 3ª posição do ranking, ficando atrás somente de Porto Alegre (R$ 760,59) e São Paulo (R$ 748,47).
SeguirAumento do custo de vida em Florianópolis foi de 0,46% em agosto
Segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), elaborado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas da Esag/Udesc, o custo de vida em Florianópolis ficou cerca de 0,46% mais caro em agosto. O aumento foi “empurrado” pelos itens: alimentação, transporte e habitação.
Conforme o índice, produtos alimentícios do grupo de carnes e peixes industrializados tiveram um aumento de 1,74% em agosto. No grupo alimentar, destaques para nuggests de frango, com elevação de 4,06%, seguido pelo salame, com aumento de 4%. Presuntos (2,36%), carne seca (2%) e linguiça de porco (0,96%) também elevaram o preço.
Conforme o índice, produtos alimentícios do grupo de carnes e peixes industrializados tiveram um aumento de 1,74% em agosto – Foto: Freepik/Divulgação/NDAinda conforme o levantamento da Esag/Udesc, durante o mês de agosto, dos 297 itens pesquisados, 91 tiveram aumento. 122 permaneceram estáveis e 84 registraram queda de preço. Além dos itens alimentícios, outros setores tiveram elevação e contribuíram para a elevação do custo de vida em Florianópolis.
O levantamento observou que o transporte foi o que mais sofreu aumento em agosto deste ano, 2,79%, puxado pelas elevações do transporte público, o equivalente a 4,04%, seguido dos combustíveis, 3,61%, e pelo preço mais elevado dos veículos novos e semi-novos.
Além disso, a habitação em Florianópolis também apresentou uma alta no mês de agosto. A elevação foi de 1,03%, com destaques para energia elétrica residencial(3,61%), artigos de limpeza (2,94%) e taxas de aluguel (0,28%).