Os bloqueios nas rodovias de Santa Catarina após as eleições entram no segundo dia e podem causar desabastecimento de três alimentos no Estado até o fim da semana, se o movimento persistir.
Rótulos com nomes que nunca ouvimos falar é um problema, explica nutricionista Rosa Mendes. – Foto: Freepik/Divulgação/NDO presidente da Ceasa-SC (Central de Abastecimento do Estado de Santa Catarina), Rudinei Amaral, explica que, como a Grande Florianópolis tem um bolsão verde, ou seja, muitos agricultores que abastecem a central estão conseguindo chegar com veículos pequenos.
Assim, segundo ele, há um estoque suficiente, que garante alguns dias de abastecimento.
SeguirJá os alimentos que vêm de fora do Estado, como a batata inglesa, a cebola e o mamão papaya, envolvem maior distância e podem faltar em Santa Catarina. “Mas acreditamos que até sexta-feira esteja tudo normalizado e não deve chegar a faltar essas mercadorias”, pondera Amaral.
A Fetranscesc (Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina) afirmou que ainda não há um balanço dos impactos causados pela falta de circulação dos caminhões, mas os reflexos devem ser sentidos por alguns municípios se os bloqueios persistirem.
A Acats (Associação de Supermercados de Santa Catarina) diz que não há nenhum indício de falta de mercadorias até o momento. Além disso, a diretoria fez “uma uma avaliação em reunião virtual e decidiu não emitir nenhum posicionamento, acreditando que os fechamentos irão ser desativados em breve como resultado de negociações com autoridades”, segundo a assessoria.
“Conforme for avançando em termos de tempo, as consequências vão sendo cada vez mais percebidas, seja no abastecimento de combustíveis, de alimentos, das farmácias, dos hospitais. Aí sim teria que entrar na questão de humanidade, uma questão de sensibilidade de que se permita que aconteça o protesto, mas que as atividades essenciais sejam preservadas”, destaca Dagnor Schneider, presidente da Fetrancesc.
Em nota, a entidade afirmou que “enquanto representativa de mais de 20 mil empresas do Transporte Rodoviário de Cargas em Santa Catarina, responsáveis pelo emprego de mais de 90 mil colaboradores e ciente de sua responsabilidade com o cidadão catarinense, o Sistema Fetrancesc reprova atos de bloqueios e impedimentos do tráfego de quaisquer veículos”.
Além disso a Cidasc, juntamente com a Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, recomenda que o setor evite transitar nas rodovias com cargas de animais, para que não haja perdas durante dos bloqueios.
Schneider argumenta que “torce para que o país possa voltar a ter uma normalidade e que tenhamos respeito às instituições e o direito da sociedade como um todo”.