A inflação que atinge Florianópolis já bate a marca de 5,3% em 2021. Com isso, itens básicos referentes à alimentação e energia elétrica passaram a pesar mais ainda no bolso dos cidadão, que, num somatório, enfrentam inflação de 9,3% desde o ano passado.
Os dados foram divulgados pelo ICV (Índice de Custo de Vida), calculados a partir do trabalho do Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas), da Udesc.
Meta de inflação caiu pela primeira vez desde 2003 – Foto: Marcos Santos/USP Imagens/NDComida no prato
Segundo a pesquisa, os alimentos apresentaram alta de 0,40%, em julho. Em agosto, foram 0,49% de alta. Nas prateleiras de mercados e mesas de restaurantes, os números se mostraram de forma diferente. No último mês, os produtos de mercado tiveram alta de 0,33%, enquanto almoçar ou jantar fora ficou 0,80% mais caro.
SeguirOs alimentos que registraram maior alta foram os ovos, aves, leites e derivados. Os dois primeiros apresentaram 4,2%, enquanto os dois últimos 4,1%. Frutas, cereais, leguminosas e oleaginosas ficaram mais baratos, variando de 2,9% a -1,6% em relação ao mês anterior.
Frango é opção mais em conta para os amantes de carne neste período de inflação – Foto: Marco Santiago/Arquivo/NDPara a economista Bruna Soto, a principal saída na hora de comprar os alimentos é a substituição. “Substituir os produtos de valores mais altos por substitutos de valores mais baixos, é o que muitas famílias já fazem.
Então, trocam a carne vermelha por frango, por exemplo”.
A especialista explica que a tendência de aumento dos mercados é seguida pelos restaurantes, para poder ‘fechar as contas’ ao fim do mês. “Ainda há opções para comer fora, mas, para economizar mesmo, o melhor é comer em casa”.
Conta de luz e os vilões
O valor da conta de luz deu um salto em comparação com os meses anteriores. Em julho, o número bateu 5,7%, frente à 5,4% em maio e 3,8% em junho. A situação é resultado da crise hídrica brasileira no ano de 2021 que, inclusive, está levando empresas a pedirem ao governo federal a volta do horário de verão.
Banhos devem ser mais curtos para que a conta da energia elétrica não seja tão alta – Foto: Freepik/Reprodução/NDNas situações domésticas, o maior vilão é sempre o mesmo: o chuveiro. Utilizado em altas temperaturas e por mais tempo, em especial na região Sul, por conta do frio, o aparelho é apontado por algumas famílias como a principal causa no aumento da tarifa de energia.
Vale ressaltar que o ferro de passar roupa, as chaleiras elétricas e os aquecedores também não escapam deste grupo. Para manter as contas em dia, Soto dá algumas dicas.
“Não deixar a geladeira com a porta aberta, diminuir tempo de banho, utilizar eletrodomésticos eficientes e desligar da tomada o que não está utilizando”, ressalta a economista.
Mais peso no bolso
Além da alimentação e energia elétrica, também subiram os preços de produtos e serviços dos grupos transportes (0,68%), artigos de residência (0,37%), saúde e cuidados pessoais (0,29%), despesas pessoais (1,03%) e educação (0,16%).
No entanto, alguns grupos apresentaram redução de preços, como a comunicação (-0,20%) e o vestuário (-2,49%). Os preços das roupas acumulam uma queda de -7,29% desde o início do ano.