Conta de luz vai aumentar 52% a partir de julho

Aneel decidiu elevar o custo da bandeira vermelha 2, a mais cara, de R$ 6,243 para R$ 9,49 a cada 100 kwh consumidos; novo valor da taxa extra vai até novembro

R7 São Paulo

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Quem já estava preocupado com o valor da energia elétrica, vai ter que se preparar porque vem aí um aumento de 52% no custo adicional cobrado pela bandeira tarifária vermelha patamar 2 das contas de luz. O reajuste passa a valer nas coletas feitas em julho, com cobrança a partir de agosto.

A decisão foi tomada pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta terça-feira (29). Com isso, o valor da tarifa extra passa de R$ 6,243 para R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

O reajuste passa a valer já nas coletas realizadas no mês de julho – Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO reajuste passa a valer já nas coletas realizadas no mês de julho – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o presidente da agência reguladora, André Pepitone, esse “é um sinal claro de que consumir energia até a chegada do próximo período único está mais caro”.

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Favorável ao aumento, Pepitone disse ainda que o momento atual é
“excepcional” e justifica a adoção de medidas mais drásticas devido à pior crise hídrica dos últimos 91 anos.

“Não estamos promovendo aumento porque gostamos ou queremos. É uma realidade, o custo está presente. O que estamos decidindo é o que fazer com esse custo, se apresentamos agora ou depois, com a correção da Selic”, explicou Pepitone.

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015,  o sistema de bandeiras tarifárias serve para alertar a população sobre o custo da energia produzida no Brasil e trazer um consumo mais consciente para a população em períodos de maior uso das usinas térmicas, cuja produção de energia é mais cara.

Com a atualização, a bandeira vermelha patamar 2, incidente neste mês de junho e prevista para julho, passará a custar R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos a partir do mês de agosto.

O valor equivale a um aumento de 52,01% na bandeira que deve continuar ativa até o mês de novembro, conforme as expectativas da Aneel.

Reajuste acima do previsto

O reajuste anunciado nesta terça-feira (29) supera o aumento proposto em consulta pública realizada pela agência reguladora em março e defendido pelo relator da ação, Sandoval Feitosa, que previa uma elevação de apenas R$ 0,25 (4%) na tarifa vermelha patamar 2, para R$ 6,494.

“Tínhamos uma proposta para ser julgada, mas as variáveis ambientais levantaram a discussão desse ponto importante que produz a matriz de custo da população e da economia. Não foi fácil. É muito difícil se prever chuvas e, mais difícil ainda, prever os efeitos decorrentes da falta ou de uma chuva menor do que a esperada”, explicou Feitosa.

Segundo ele, a manutenção dos valores ocasionaria em um déficit de R$ 5 bilhões até dezembro.

Já Pepitone equiparou a necessidade de recorrer às usinas térmicas à contratação de um seguro ao comprar um carro novo. “O parque térmico está lá, não desejamos usá-lo. Mas, em um caso ruim, temos que usar o seguro. É o que está acontecendo agora, porque não temos água nas hidrelétricas e temos o nosso seguro”, disse ele, ao explicar que as bandeiras modelam o custo adicional.

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