O ano de 2023 começou com o Porto de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, em pauta na primeira reunião da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Contudo, a empresa CTIL Logística, que opera a área B do porto, ainda aguarda a homologação do órgão.
Empresa aguarda liberação do arrendamento provisório – Foto: SECOM/PMI/Reprodução/NDA Superintendência do Porto de Itajaí relembra que no dia 9 de dezembro de 2022 o município assinou o contrato da área A, que corresponde aos berços 1 e 2, com a APM Terminals.
A continuidade da operação da empresa foi oficializada com a assinatura do contrato de arrendamento transitório, que garante a manutenção das atividades até o fim do processo de desestatização do porto.
SeguirPelo contrato atual, a empresa pode operar como arrendatária até o dia 30 de junho de 2023, documento que pode ser renovado por mais seis meses, até dezembro de 2023.
Já a CTIL Logística tinha participado do leilão e ganho o certame para operar a partir de janeiro de 2023.
Porém, houve uma recuada da CTIL, segundo a Superintendência do Porto, já que os trabalhadores portuários e a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) se posicionaram a favor de manter a APM Terminals como arrendatária.
A Superintendência ainda informou que a CTIL compreendeu que talvez não tivesse capacidade operacional neste momento para poder tocar com contêineres, e por isso ficou apenas cuidando das operações na área B, que corresponde aos berços 3 e 4, junto com outra operadora, a SC Portos.
Na área A, toda a documentação perante a Antaq já está regularizada. Já na área B, a empresa CTIL está operando normalmente, porém a Antaq ainda não homologou de fato a autorização.
A expectativa da Superintendência é de que a homologação ocorra em breve, para que a empresa possa operar durante o prazo de seis meses.
Início de ano com porto quase vazio
Moradores têm se deparado com a área do Porto de Itajaí quase vazia nas primeiras semanas do ano. As indefinições quanto às mudanças na empresa arrendatária que cuida dos berços 1 e 2 podem ser as responsáveis pela queda na movimentação de contêineres.
Em dezembro de 2022, a APM Terminals já apontava uma perda no número de contêineres por mês para este começo de ano, e também possíveis demissões em massa.
A APM alega que a demora para assinatura do contrato de arrendamento com a Superintendência do Porto de Itajaí fez com que a empresa perdesse armadores para o ano de 2023.
A empresa começou o ano com serviços acessórios, como por exemplo LCL e Carga Aérea, além de linha de RoRo (carros), mas sem linhas de contêineres.
A Superintendência afirma que está trabalhando para retomar gradativamente a vinda dos navios para Itajaí.