Cultivo de ostras é interditado em Penha após exames apontarem presença de toxinas

Segundo a Secretaria de Agricultura, a liberação do cultivo só vai ocorrer após dois exames consecutivos com resultado que mostre que os moluscos estão aptos para o consumo

Redação ND Florianópolis

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Foi interditado o cultivo de ostras e mexilhões na Armação do Itapocorói e na Praia Alegre, em Penha. A decisão da Secretaria de Estado da Agricultura foi tomada na quinta (1º) por ter sido detecatada a presença de toxinas acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves. 

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras – Foto: Divulgação/Ricardo Wolffenbüttel/SecomSanta Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras – Foto: Divulgação/Ricardo Wolffenbüttel/Secom

Com a interdição, fica proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

Segundo a secretaria, a medida foi necessária após exames laboratoriais  detectarem a concentração da ficotoxina Ácido Okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves nessas localidades.

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Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Além disso, continuam interditadas as localidades de Laranjeiras e Barra, no município de Balneário Camboriú; Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, em Florianópolis; Barra do Aririú, em Palhoça; e Ponta de Baixo, no município de São José.

A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores.

Os resultados dessas análises vão definir a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

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