De comunicação a imobiliárias: setores que mais criaram vagas de emprego em 2023 no país

Segundo dados da PNAD Contínua do IBGE, o grupo de atividades representou vagas de emprego a pelo menos 1,1 milhão de pessoas

Foto de Bruno Benetti

Bruno Benetti Florianópolis

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A área de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativa foi a que mais criou vagas de emprego no Brasil em 2023.

As informações são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

na imagem pessoa segura a carteira de trabalho que buscava por vagas de emprego em vários locaisSetores que corresponde a maior fatia de vagas de emprego tiveram crescimento, segundo a PNAD Contínua – Foto: Rogério da Silva/Prefeitura de Joinville

De acordo com o órgão, o grupo de atividades empregou pelo menos 1,1 milhão de pessoas, o que representou aumento de 9,8% no total de empregados entre os anos de 2022 e 2023.

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Os setores que correspondem a maior fatia no número de vagas de emprego também tiveram crescimento, como os casos de atividades agrupadas na categoria administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e sociais.

O salto nas vagas de emprego neste ramo foi de 4,5%, o que representou mais de 765 mil pessoas ocupadas no país.

na imagem uma carteira de trabalho sendo assinada após uma da vagas de emprego preenchidasAtividades ligadas ao meio rural tiveram uma diminuição de 4,2% nas vagas de emprego em 2023 – Foto: Ana Volpe/Agência Senado/Divulgação/ND

Diminuição em vagas de emprego

As atividades ligadas ao meio rural tiveram uma diminuição de 4,2% no número de pessoas em postos de trabalho.

A redução foi de 361 mil empregados na agricultura, pecuária, produção florestal e pesca entre 2022 e 2023.

O número de trabalhadores domésticos sofreu flutuações nas vagas de emprego ao longo da série histórica no IBGE.

No ano de 2012, quando o órgão começou a coletar as informações, eram 6,1 milhões de brasileiros nesta função. No primeiro ano de pandemia em 2020, o número de vagas de emprego alcançou o menor patamar com 4,9 milhões de pessoas.

Já em 2023, houve uma recuperação desse número, chegando a 6,1 milhões de trabalhadores, um salto de 6,2% em relação a 2022.

na imagem aparece uma pessoa segurando a carteira de trabalho após uma das vagas de emprego preenchidasEm 2023, houve recuperação do número de empregos,  chegando a 6,1 milhões de trabalhadores, um salto de 6,2% em relação a 2022 – Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini/Fotos Públicas

O trabalho por conta própria também mudou nesses 11 anos. Saiu de 20,1 milhões de pessoas no país, em 2012, para 25,6 milhões em 2023.

São mais de 5 mil novos empreendedores ao longo da década.

Desse total, menos de um quarto tinha CNPJ registrado em 2023, o que comprova o alto índice de formalidade dos empreendimentos do país, sugerido em outras pesquisas.

Percentual entre empregadores

Entre os empregadores, o percentual daqueles com CNPJ registrado é de 81,3% ou 3,5 milhões.

Isso porque o número empregadores no Brasil atingiu 4,3 milhões de pessoas, em 2023, o que representou crescimento de 5,6% (mais 228 mil pessoas) em relação a 2022.

Diante do início da série, quando havia 3,5 milhões de empregadores, o movimento foi de aumento em 23,4%.

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