Mais de 150.000 unidades consumidoras do Meio-Oeste catarinense ficaram sem energia elétrica desde a noite de sexta-feira (28), após a passagem de um tornado na região.
Deputado Valdir Cobalchini cobrou atitude da Celesc e do Governo do Estado – Foto: DivulgaçãoDurante quatro longos e penosos dias, Caçador e vários outros municípios do Vale do Rio do Peixe ficaram totalmente às escuras.
O corte brusco no sistema de distribuição provocado pelos ventos fortes que derrubaram cinco torres de linhas de transmissão da Evoltz, atingiu a subestação da Celesc em Videira, provocando um colapso do sistema.
SeguirO líder do MDB na Assembleia Legislativa, deputado Valdir Cobalchini, principal representante político da região, manifestou nesta terça (1º) total indignação com a Celesc e criticou duramente a diretoria da companhia.
Órgãos do governo do Estado auxilia com trabalho humanitário às famílias atingidas – Foto: Murilo Milanez/Defesa Civil/Divulgação/NDRevelou, indignado, que o presidente da estatal, Cleicio Poleto Martins, estava de férias. Nas redes socais há fotos do diretor técnico Sandro Lewandowski fazendo turismo na região serrana catarinense.
Cobalchini transmitiu o sentimento de revolta da população e do setor produtivo contra este “absurdo” registrado na empresa.
“A Celesc, a maior estatal catarinense, não pode ficar trabalhando em “home office. Na emergência, toda a diretoria deveria estar em Caçador e região para levar solidariedade e agilizar a recuperação do sistema de distribuição de energia”, afirmou.
Presidindo a sessão, o deputado Nilson Berlanda manifestou repúdio, enfatizando que a Celesc é a que pior atende os catarinenses. Em um momento grave como este, a diretoria da Celesc deveria estar presente em Videira e Caçador, cobrando ações da empresa Evoltz e prestando contas à população em contato com a imprensa.
Notas oficiais frias e vazias não satisfazem os milhares de consumidores ou reduzem os gigantescos prejuízos das empresas.